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Geração zombi: especialistas alertam sobre os riscos das telas para jovens

Médico alerta para os riscos da dependência digital em crianças e propõe limites rigorosos para o uso de telas.

O doutor Javier Albares à porta de sua consulta em Barcelona, no dia 9 de julho. (Foto: Gianluca Battista)
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  • O médico Javier Albares lançou o livro “Generación Zombi”, que discute os efeitos negativos do uso excessivo de telas na saúde mental e no desenvolvimento infantil.
  • Ele alerta sobre a hiperestimulação e a dependência digital, que podem causar dificuldades de concentração, isolamento e problemas de sono nas crianças.
  • Albares compara a dependência das telas a substâncias como a cocaína, afirmando que isso altera o sistema de recompensa do cérebro e pode levar a comportamentos agressivos.
  • O autor critica a digitalização nas escolas, destacando que alunos com menos de uma hora de uso diário de telas têm melhor desempenho em testes.
  • Ele recomenda que os pais limitem o uso de tecnologia, sugerindo que crianças menores de seis anos não usem telas e que, até os doze anos, o tempo de tela não ultrapasse uma hora diária.

O médico Javier Albares lançou o livro “Generación Zombi”, que aborda os efeitos prejudiciais do uso excessivo de telas na saúde mental e no desenvolvimento infantil. Segundo ele, a hiperestimulação e a dependência digital estão moldando uma geração que enfrenta dificuldades de concentração, isolamento e problemas de sono.

Albares, especialista em medicina do sono, destaca que as crianças estão cada vez mais afastadas da realidade, com o uso de dispositivos digitais impactando seu desenvolvimento físico e emocional. Ele compara a dependência das telas a substâncias como a cocaína, afirmando que o uso excessivo altera o sistema de recompensa do cérebro, levando a comportamentos agressivos e à diminuição da empatia.

O autor alerta que a digitalização nas escolas não tem trazido os resultados esperados. Estudos mostram que alunos que usam telas por menos de uma hora diária apresentam desempenho superior em testes, como os da PISA, em comparação com aqueles que passam mais tempo conectados. Além disso, a falta de sono reparador, causada pelo uso de dispositivos, afeta a liberação de hormônios essenciais para o crescimento e desenvolvimento.

Albares sugere que os pais estabeleçam limites rigorosos para o uso de tecnologia, especialmente em crianças menores de seis anos. Ele recomenda que, até os doze anos, o tempo de tela não ultrapasse uma hora diária. O médico enfatiza que a responsabilidade de criar um ambiente saudável para o desenvolvimento das crianças é dos adultos, que devem oferecer alternativas como atividades físicas e jogos analógicos.

O livro de Albares é um chamado à ação para que as famílias reflitam sobre o impacto das telas na vida de seus filhos e busquem soluções para reverter essa tendência preocupante.

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