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Chef Adejoké Bakaré se torna a primeira mulher preta a receber prêmio Michelin

A chef Adejoké Bakaré, pioneira na gastronomia, traz sabores nigerianos ao Centro de Londres e inspira novas gerações com sua trajetória.

A chef nigeriana Adejoké Bakaré (Foto: Divulgação)
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  • A chef Adejoké Bakaré se tornou a primeira mulher preta a ganhar uma estrela Michelin em Londres.
  • Em 2023, ela transferiu seu restaurante Chishuru para o Centro de Londres.
  • O nome Chishuru significa “comer silenciosamente” na língua Hausa.
  • Bakaré começou sua carreira na cozinha da avó e vendeu tortas e akará em uma van antes de abrir o restaurante.
  • Ela busca refletir suas raízes culturais no cardápio, trazendo ingredientes da Nigéria e do Brasil.

A chef Adejoké Bakaré, reconhecida por sua conexão com a culinária nigeriana, fez história ao se tornar a primeira mulher preta a ganhar uma estrela Michelin em Londres. Em 2023, Bakaré transferiu seu restaurante, Chishuru, para o Centro de Londres, onde celebrou sua herança culinária.

O nome Chishuru, que significa “comer silenciosamente” na língua Hausa, reflete a experiência gastronômica que a chef deseja proporcionar. Nascida na Nigéria, Bakaré começou sua trajetória na cozinha da avó, vendendo “fish and chips” para financiar seus estudos em Biociências. Ao se mudar para Londres, ela começou a vender tortas e akará em uma van, sonhando em abrir seu próprio restaurante.

A oportunidade surgiu quando Bakaré venceu uma competição culinária que lhe garantiu uma pop-up em Brixton Village. O sucesso da pop-up, elogiada pelo crítico Jay Rayner, levou à abertura de um restaurante permanente. Apesar das dificuldades enfrentadas, incluindo preconceito na busca por um espaço, Bakaré perseverou. “Quero inspirar outras mulheres”, afirmou.

Reconhecimento e Influência

Em seu novo espaço, a chef busca refletir suas raízes iorubás e igbos, combinando técnicas profissionais com sabores tradicionais. O prato mais antigo do menu é o ekurut, um bolo de sementes de melancia com pesto de sementes de abóbora. Recentemente, Bakaré visitou o Brasil a convite da chef Helena Rizzo, onde notou semelhanças entre os ingredientes utilizados nas culinárias brasileira e nigeriana, como feijão-fradinho e mandioca.

De volta a Londres, Bakaré trouxe na mala ingredientes como tucupi e cupuaçu, reafirmando sua conexão com suas origens. Sua trajetória é um exemplo de superação e inovação, destacando a importância da diversidade na gastronomia.

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