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Filhos que roem unhas podem indicar sinais de ansiedade e estresse emocional

Roer unhas pode indicar angústia emocional em crianças. Especialistas alertam para a importância da escuta empática dos pais.

Foto: Reprodução
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  • O hábito de roer unhas em crianças pode indicar angústia emocional, segundo a psicóloga Claudia Melo.
  • Esse comportamento é comum entre crianças de três a seis anos, que enfrentam novas exigências emocionais.
  • A escuta empática dos pais é fundamental para entender o que a criança tenta comunicar.
  • Se o hábito se intensificar e causar ferimentos, pode ser necessário buscar ajuda profissional.
  • Atividades que promovem a expressão emocional, como jogos e pintura, podem ajudar a criança a lidar com suas emoções.

Claudia Melo, psicóloga especializada em crianças e adolescentes, alerta que o hábito de roer unhas pode ser um indicativo de angústia emocional. Esse comportamento é comum entre crianças de 3 a 6 anos, fase em que elas enfrentam novas exigências emocionais e sociais. Roer unhas é uma forma silenciosa de expressar sentimentos que a criança ainda não consegue verbalizar, afirma a especialista.

A psicóloga explica que esse hábito pode surgir em resposta a tensões internas, inseguranças ou mudanças no ambiente familiar. É essencial que os pais pratiquem a escuta empática, buscando entender o que a criança está tentando comunicar. Muitas vezes, esse comportamento é um pedido de presença e segurança emocional.

Se o hábito se intensificar a ponto de causar ferimentos ou dor, pode ser um sinal de que a criança precisa de ajuda profissional. Claudia Melo destaca que, em tais casos, o comportamento deixa de ser apenas um alívio momentâneo e se torna um reflexo de sofrimento psíquico. A escuta terapêutica pode ajudar a criança a se sentir segura para falar sobre suas angústias.

Os pais podem adotar algumas estratégias para ajudar os filhos a superarem esse hábito. Evitar gritos ou castigos é fundamental, pois isso pode aumentar a tensão. Observar os momentos em que a criança roeu as unhas pode ajudar a identificar gatilhos emocionais. Atividades que promovam a expressão emocional, como jogos, pintura e contação de histórias, são recomendadas para criar conexão e compreensão.

Caso as tentativas de diálogo não sejam eficazes, buscar a orientação de um psicólogo pode ser necessário. A ajuda profissional pode abrir caminhos para que a criança se sinta acolhida e compreendida, facilitando a comunicação sobre suas emoções.

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