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‘Canção infantil’ de Hitchcock fez de Doris Day uma estrela do cinema há 50 anos

"Que Será, Será" se tornou um hino de aceitação e esperança, consolidando a carreira de Doris Day e impactando gerações.

Doris Day em cena de 'O homem que sabia demais', de Alfred Hitchcock (Foto: Reprodução)
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  • “Que Será, Será” é uma canção de 1956, composta por Jay Livingston e Ray Evans, e interpretada por Doris Day.
  • A música foi criada para o filme “O homem que sabia demais”, dirigido por Alfred Hitchcock.
  • A expressão que dá nome à canção tem origem no século XVI, documentada em uma placa de bronze de 1559 na Inglaterra.
  • A canção se tornou um marco na carreira de Doris Day, alcançando o segundo lugar na Billboard Hot 100 e ganhando o Oscar de Melhor Canção Original em 1957.
  • “Que Será, Será” simboliza a aceitação da incerteza da vida e continua a ressoar como um hino de otimismo.

Composta em 1956 por Jay Livingston e Ray Evans, “Que Será, Será” se tornou um clássico imortalizado pela interpretação de Doris Day. A canção, que simboliza a aceitação da incerteza da vida, foi originalmente criada para o filme “O homem que sabia demais”, dirigido por Alfred Hitchcock.

A expressão que dá nome à música tem raízes no século XVI, sendo uma adaptação do lema heráldico “What will be, will be”. A primeira evidência da frase foi encontrada em uma placa de bronze de 1559, na Inglaterra. O professor Lee Hartman, da Southern Illinois University, documentou essa origem em seu artigo sobre as raízes inglesas da expressão.

Hitchcock solicitou a canção para seu filme, mas os compositores hesitaram, especialmente Livingston, que não acreditava que uma “canção infantil” funcionaria. Doris Day, em entrevista, relembrou suas dúvidas iniciais, mas reconheceu que a música se tornou um marco em sua carreira. “Eu estava completamente errada”, afirmou.

A Importância da Canção no Filme

No enredo do filme, a música é crucial. Doris Day, no papel de Josephine, canta “Que Será, Será” para seu filho antes de ele ser sequestrado. A melodia, que começa como uma canção de ninar, se transforma em um sinal de esperança e conexão entre mãe e filho durante a trama. Essa transformação foi uma estratégia narrativa eficaz de Hitchcock, que elevou a canção a um novo patamar.

O sucesso foi imediato, com a música alcançando o segundo lugar na Billboard Hot 100 e o quarto no UK Singles Chart. Em 1957, “Que Será, Será” ganhou o Oscar de Melhor Canção Original, consolidando a fama de Doris Day e dos compositores. A interpretação da artista, marcada pela vulnerabilidade e calor, fez com que a canção se tornasse um hino de otimismo.

Legado Duradouro

Desde sua estreia, a canção se tornou um símbolo da carreira de Doris Day, sendo apresentada em diversos programas e eventos. “Que Será, Será” transcendeu o cinema, tornando-se um lembrete atemporal sobre a aceitação do que não podemos controlar. A mensagem simples, mas profunda, continua a ressoar, mostrando que, em meio à incerteza, a música pode oferecer consolo e esperança.

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