- A peça “12º Round: A História de Emile Griffith” está em cartaz no Sesc Ipiranga até 13 de novembro.
- A montagem explora a vida de Emile Griffith, primeiro boxeador bissexual e cinco vezes campeão mundial.
- Dirigida por Bruno Lourenço, a peça utiliza um texto inédito de Sérgio Roveri e um elenco reduzido.
- A narrativa fragmentada reflete a intensidade da vida de Griffith, incluindo seus desafios pessoais e profissionais.
- A produção busca novas oportunidades para se apresentar em outros locais, celebrando a vida e as lutas de Griffith.
Em cartaz no Sesc Ipiranga, a peça 12º Round: A História de Emile Griffith explora a vida do primeiro boxeador bissexual, que se destacou como cinco vezes campeão mundial em três categorias. A montagem, que ficará em exibição até o dia 13 de novembro, traz uma narrativa inovadora e uma trilha sonora envolvente.
Emile Griffith, um pugilista afro-caribenho, começou sua trajetória em Nova York após deixar as Ilhas Virgens Americanas. Ele foi descoberto por um ex-lutador amador enquanto trabalhava em uma fábrica de chapéus. Sua carreira tomou um rumo trágico em 1962, quando nocauteou o cubano Benny Paret em uma luta televisionada. Paret, que havia zombado de Griffith, morreu dias depois, um evento que marcou profundamente a vida do boxeador.
A Montagem Teatral
A peça, dirigida por Bruno Lourenço, é baseada em um texto inédito de Sérgio Roveri. Com um elenco reduzido, composto por Fernando Vitor, Alexandre Ammano e Letícia Calvosa, a encenação utiliza uma estrutura fragmentada, refletindo a intensidade da vida de Griffith. O diretor destaca a importância da música, que serve como um cronômetro para o espetáculo.
Fernando Vitor, que interpreta Griffith, vivencia a trajetória do boxeador desde a juventude até os desafios da velhice, incluindo os efeitos da demência pugilística. Ammano e Calvosa se revezam em diversos papéis, incluindo o de Paret e figuras significativas na vida de Griffith, como sua mãe.
Reflexões sobre o Boxe e a Cultura
A peça também aborda questões sociais, como a cultura do boxe, frequentemente associada a estereótipos de masculinidade. Lourenço menciona a contribuição de Wellinton Souza, preparador de boxe, que ajudou a incorporar elementos autênticos da cultura pugilística. A montagem busca não apenas contar a história de Griffith, mas também celebrar sua vida e suas lutas, tanto no ringue quanto fora dele.
Embora a temporada atual termine em breve, a produção está em busca de novas oportunidades para levar a peça a outros palcos, incluindo possíveis parcerias com instituições culturais. A história de Emile Griffith, marcada por desafios e conquistas, continua a ressoar, refletindo a complexidade da identidade e da luta por aceitação.
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