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Pré-mercado Copom divulga ata cautelosa; ações de tecnologia recuam

Ata do Copom permanece cautelosa, com inflação em assimetria altista e cortes da Selic mais suaves, ante queda de tech no pré-mercado

Operadores na Bolsa de Nova York na segunda-feira: queda nas ações de tecnologia (Foto: Brendan McDermid / Reuters)
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  • A ata da 279ª reunião do Copom é apresentada com tom cauteloso: inflação cheia e medidas subjacentes aceleraram, e a incerteza externa permanece elevada.
  • Riscos para a inflação, tanto de alta quanto de baixa, seguem mais elevados que o usual, com assimetria altista.
  • Surgiu um risco adicional de alta: estímulos à demanda que elevem a atividade acima do produto potencial, enfraquecendo parte dos canais de transmissão da política monetária.
  • O Copom sinaliza cautela e deve manter trajetórias de Selic menos disruptivas, evitando volatilidade excessiva nos ativos.
  • No cenário internacional, ações de tecnologia caem bastante e o petróleo recua, com o Brent abaixo de 78 dólares; ETF EWZ e futuros dos índices americanos também recuam.

A divulgação da Ata da 279ª reunião do Copom, realizada nos dias 16 e 17 de junho, acompanha a abertura da sessão de pré-mercado. O documento aponta cautela do comitê diante da inflação e de riscos externos, com tom conservador ao longo do texto.

A ata destaca que a inflação cheia e as medidas subjacentes aceleraram e que a incerteza externa permanece elevada. O comitê sinaliza assimetria altista nos riscos, ampliando a atenção a cenários de alta.

O texto também aponta um risco adicional de alta: estímulos à demanda que elevem a atividade acima do produto potencial, reduzindo a eficácia dos canais de transmissão da política monetária. A condução monetária pode permanecer contida.

Copom e trajetória da Selic

A ata indica que, inicialmente, o cenário se deteriorou desde a última decisão, e o IPCA já fica acima do teto da meta. Mesmo assim, o Copom prefere manter uma postura de cautela nas trajetórias da Selic.

Segundo a avaliação, é mais adequado seguir trajetórias de cortes menos agressivos, evitando volatilidade excessiva nos preços de ativos financeiros. A ideia é ponderar resultados com práticas de política monetária responsáveis.

Economista ouvido pela imprensa aponta que, apesar da Selic em 14,25% ao ano, a inflação de 12 meses permanece acima do teto da meta, limitando quedas adicionais no curto prazo. O comitê mantém o ritmo gradual de flexibilização.

Cenário internacional e commodity

No exterior, ações de tecnologia recuam, pressionando índices. Na Ásia, a Coreia registra queda expressiva; nos EUA, o Nasdaq sofre com quedas de componentes de processadores e insumos do setor.

Em contrapartida, o petróleo recua, com o Brent abaixo de 78 dólares o barril. A perspectiva é de que um acordo de paz entre Irã e EUA aumente a oferta, influenciando o preço da commodity.

Perspectivas de ativos

No pré-mercado, cotas do ETF EWZ iShares MSCI Brazil e contratos futuros dos principais índices americanos apresentam quedas. Os movimentos refletem a combinação de notícias locais e o clima externo.

Indicadores programados

No Brasil, permanece o foco no Relatório do Copom. Nos Estados Unidos, PMI Industrial (jun) está projetado em 54,6, ante 55,1 anterior, e PMI do setor de serviços (jun) em 51,1, ante 50,7.

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