- Alex Szapiro deixa o SoftBank após mais de cinco anos à frente da operação da América Latina; Juan Franck assume a liderança regional e Rodrigo Costa ficará como head do Brasil, com Szapiro mantendo o papel de sócio e advisor em algumas startups do portfólio.
- Szapiro entrou no SoftBank em abril de 2021, vindo da Amazon; a operação LatAm desembarcou na região em 2019 e já investiu em mais de setenta startups.
- A saída foi anunciada durante o Brazil Week, em Nova York, em maio; a empresa informou que a transição será acompanhada para assegurar continuidade às empresas do portfólio.
- O SoftBank mantém um portfólio com mais de setenta startups, incluindo Wellhub, QuintoAndar, MadeiraMadeira, Kavak e Rappi; o último investimento brasileiro foi na fintech Asaas, de R$ 820 milhões, em 2024.
- Em março, o fundo da América Latina representava pouco mais de dois por cento do total de investimentos em ações do SoftBank, contra cerca de cinco por cento há três anos, e a firma informou estar avaliando quatro ou cinco empresas na região.
Após mais de cinco anos à frente da operação LatAm do SoftBank, Alex Szapiro deixa a empresa. Ele ocupava o cargo de managing partner para a América Latina e head do Brasil desde abril de 2021. A saída foi anunciada durante o Brazil Week, em Nova York, realizado em maio. Szapiro continuará como sócio e advisor de startups do portfólio.
Com a mudança, a liderança regional passa a ser exercida por Juan Franck, enquanto Rodrigo Costa assume o posto de head do Brasil. Szapiro permanecerá no SoftBank nos próximos meses para orientar a transição junto às empresas do portfólio na região, segundo comunicado divulgado nesta terça-feira (23).
Szapiro chegou ao SoftBank em 2021, vindo da Amazon, onde comandou a operação brasileira desde 2012. Antes disso, ficou à frente da operação da Apple no país. Durante sua passagem, a gestora acelerou a transformação do ecossistema de venture capital na região, com foco maior em inteligência artificial em escala global.
A partir desse cenário, o executivo adotou um tom mais cauteloso diante da escassez de empresas maduras na América Latina e do ajuste de valuations no mercado. Em entrevista à Bloomberg News, Szapiro sinalizou a disponibilidade de recursos restrita e a necessidade de encontrar investimentos que correspondam ao perfil do SoftBank.
Nos últimos dois anos, o SoftBank realizou 12 transações na região, incluindo follow-ons, operações secundárias e fusões e aquisições. O último investimento em uma startup brasileira foi na fintech Asaas, captando R$ 820 milhões em 2024, liderado pela Bond.
O portfólio latino-americano do SoftBank segue com mais de 70 startups, entre elas Wellhub (antiga Gympass), QuintoAndar, MadeiraMadeira, Kavak e Rappi. A gestora mantém uma aposta contínua em oportunidades na região, segundo fontes próximas à empresa.
Na entrevista à Bloomberg News, Szapiro afirmou que o conglomerado avalia quatro ou cinco potenciais investimentos na América Latina no momento, sem indicar restrições significativas para alocar capital. Os aportes da gestora costumam superar US$ 50 milhões, equivalentes a cerca de R$ 260 milhões.
Em março, o fundo da América Latina reprezentava pouco mais de 2% do total de investimentos em ações do SoftBank, recuando em relação aos 5% observados três anos antes. A saída de Szapiro faz parte de uma série de mudanças de liderança que o SoftBank tem implementado na região.
Em 2022, Marcelo Claure, fundador do braço latino-americano, deixou o grupo após divergências salariais. Posteriormente, Claure fundou a Bicycle Capital com Shu Nyatta, também ex-SoftBank, ampliando o reposicionamento estratégico da operação na região.
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