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IA na prática: o que já é automatizável e o que ainda é promessa

Agentes de IA já executam tarefas estruturadas com autonomia; a supervisão humana continua essencial para decisões estratégicas e interpretação de contextos

Agentes de IA: o que a automação com inteligência artificial já faz no dia a dia e o que ainda depende de intervenção humana (Jonathan Raa/Getty Images)
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  • Cerca de 63% dos brasileiros já usaram IA generativa; 38% já utilizam para automatizar tarefas de trabalho ou estudo, segundo pesquisa da Nexus em 2025.
  • Agentes de IA vão além de chatbots: têm autonomia para planejar, executar ações e se adaptar, com uso de APIs, bancos de dados e coordenação entre sistemas.
  • Classificações de uso incluem atendimento ao cliente, suporte a funcionários, criação de conteúdo, análise de dados, programação e segurança.
  • Tarefas já automatizadas 100% por agentes: gestão de e-mails e mensagens; processamento de texto e documentos; organização e agendamento; pesquisa e coleta de dados; suporte para TI e operações simples.
  • Limites atuais: ainda são necessários supervisão humana para decisões estratégicas, evitar erros e alucinações, e quando há necessidade de empatia ou mediação em conflitos.

Cerca de 63% dos brasileiros já usam plataformas de IA generativa, como ChatGPT, Gemini ou Copilot, segundo pesquisa da Nexus com 2012 pessoas em 2025. Ainda assim, apenas 38% utilizam IA para automatizar tarefas de trabalho ou estudo, aponta o levantamento.

Os agentes de IA aparecem como próxima etapa da automação, indo além de chats. Em mercados com 44% de donos de micro e pequenas empresas adotando IA, o desafio é integrar agentes aos fluxos operacionais com supervisão humana ainda presente.

Um agente de IA difere de um bot ou assistente. Enquanto bots seguem regras fixas e assistentes executam tarefas simples, os agentes planejam, executam ações e ajustam rotas com autonomia, segundo o Google Cloud. A distinção afeta expectativas de uso.

Quando aplicar agentes? O Google Cloud enumera seis funções: atendimento ao cliente, suporte a funcionários, criação de conteúdo, análise de dados, programação e segurança. Em cada área, a supervisão humana continua essencial para qualidade e contexto.

Tarefas já automatizadas em grande parte incluem gestão de e-mails, transcrição de áudios, resumos de textos, marcação de reuniões e extração de eventos. Também há avanço em gerar códigos, converter arquivos e preencher planilhas com pouca intervenção.

Por outro lado, limites aparecem em decisões estratégicas ou situações com nuances sociais. Algoritmos podem falhar em interpretar contextos culturais ou orientar negociações complexas, exigindo decisão humana constante e revisão de resultados.

A automação completa ainda encontra entraves, como alucinações ou desvios de fluxo entre múltiplos agentes. Intervenção humana continua necessária para evitar erros factuais e manter a coerência de processos com a marca, especialmente em áreas sensíveis.

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