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Elliott e SVP compram dívida da Braskem no mercado secundário, dizem fontes

Investidores Elliott e SVP compram dívida da Braskem no mercado secundário, ganhando posição nas negociações de reestruturação, com termos divergentes entre eles

Unidade da Braskem no Rio de Janeiro: aquisições dão aos investidores um lugar à mesa de negociações.
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  • Elliott e SVP Global compraram dívida da Braskem no mercado secundário, incluindo partes da linha de crédito rotativo de bancos credores e títulos internacionais da empresa.
  • Os compradores passam a ter posição na mesa de negociações à frente do plano de reestruturação da Braskem.
  • A Braskem apresentou plano que estende o vencimento da dívida, reduz juros e amplia períodos de carência; não há injeção de capital nem conversão de dívida em ações.
  • A extensão de cinco anos, associada à redução de juros, foi considerada agressiva por alguns credores, e a empresa busca apoio de pelo menos um terço dos credores para iniciar a recuperação extrajudicial.
  • A Braskem precisa pagar cerca de US$ 150 milhões em julho; pode buscar medida cautelar de urgência caso não haja acordo, com o IG4 como acionista controlador também envolvido nas tratativas.

O Elliott e a SVP Global adquiriram recentemente dívida da Braskem no mercado secundário, segundo pessoas com familiaridade com o assunto. As compras envolveram partes da linha de crédito rotativo de bancos credores, além de títulos internacionais da petroquímica brasileira.

As transações colocam os investidores na mesa de negociações à frente do plano de reestruturação da Braskem, que busca respaldo de credores para alongar vencimentos, reduzir juros e ampliar períodos de carência. A Braskem e o acionista controlador IG4 não comentaram.

A operação ocorre em um contexto de recuperação difícil para o setor petroquímico, após recuo de demanda e dificuldades financeiras da empresa. O Elliott e a SVP, atuando separadamente, devem apresentar termos distintos face às propostas já apresentadas pela Braskem.

Contexto da reestruturação

A Braskem apresentou aos credores um plano que prevê extensão de cinco anos para o vencimento da dívida, com redução dos juros e mais períodos de carência. O documento não contempla aporte de capital nem transformação de dívida em ações.

A empresa precisa obter apoio de um terço dos credores para iniciar recuperação extrajudicial. Contudo, há resistência de parte do grupo credor para aprovar o plano, o que complica avançar com o acordo antes de julho, quando vence pagamento de cerca de US$ 150 milhões.

Caso não haja acordo, a Braskem pode entrar com medida cautelar de urgência para evitar o pagamento. A Bloomberg News destacou, ainda, que o ambiente de credores permanece dividido e que a empresa enfrenta desafios para consolidar um acordo antes do prazo.

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