- O Banco da Inglaterra manteve a taxa de juros em 3,75%.
- A decisão ocorreu mesmo com a inflação de maio em 2,8% e diante das incertezas sobre o impacto do conflito com o Irã na economia.
- Custos de energia mais altos, decorrentes do fechamento do estreito de Hormuz, devem pressionar a inflação e frear o crescimento britânico.
- O aperto monetário de outros bancos centrais diverge: o BCE elevou as taxas, enquanto o Reino Unido avalia o equilíbrio entre inflação e crescimento.
- O mercado de trabalho mostrou salário em alta, com ganho de 4,4% (incluindo bônus) e queda do desemprego, o que preocupa o MPC por possíveis pressões inflacionárias futuras.
O banco central britânico manteve a taxa de juros em 3,75%, com o comitê de política monetária avaliando os impactos do conflito com o Irã na economia. A decisão era amplamente esperada após a inflação de maio ficar em 2,8%.
Custos de energia mais altos, resultantes do fechamento do estreito de Hormuz, devem puxar a inflação para cima e frear o crescimento do Reino Unido, impondo aos formuladores de política uma tarefa complicada de equilíbrio.
O ambiente externo inclui um avanço relativo na recuperação de oferta de petróleo após um memorando de entendimento entre os EUA e o Irã, conforme observadores. A proximidade com cortes anteriores desde 2024 também é mencionada.
Estados Unidos: o Federal Reserve manteve a taxa entre 3,5% e 3,75%, mantendo o regime atual desde dezembro.
Emprego britânico: o desempenho de salários subiu mais que o esperado, 4,4% com bônus, e o desemprego caiu, fatores que o MPC monitora para evitar pressões inflacionárias futuras.
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