- A BAT Latam South, liderada pela CEO Claudia Woods desde janeiro de 2025, busca transformar a empresa centenária para que, até 2035, mais de metade da receita global venha de novos negócios.
- A estratégia inclui evoluir produtos de nicotina em mercados regulados e criar novas áreas de crescimento em bens de consumo e tecnologia, com apoio de um hub de venture capital via o fundo BTomorrow Ventures.
- No Brasil, o hub investe em startups como Mais Mu e Uello, buscando sinergias com a estrutura da BAT em logística, manufatura e relacionamento com varejo, indo além de simples mentoria.
- A empresa utiliza inteligência artificial em setores que vão desde agricultura até logística e desenvolvimento de produtos, com o objetivo de encurtar a distância entre inovação e escala.
- Entre os principais desafios estão o combate ao mercado ilegal de cigarro e a evolução regulatória de nicotina, com a companhia destacando a importância de regras claras e fiscalização.
A executiva Claudia Woods assumiu a presidência da BAT Latam South em janeiro de 2025, iniciando uma transformação que a campeã como a maior mudança corporativa do século. A meta da companhia é clara: até 2035, mais da metade da receita global deverá vir de novos negócios, além da evolução de produtos de nicotina regulamentados.
No Brasil, a BAT pretende lançar um hub de venture capital apoiado pelo fundo global BTomorrow Ventures (BTV). O objetivo é investir em startups que ampliem o portfólio da empresa, apoiadas por uma estrutura operacional de mais de 120 anos de atuação, como logística, manufatura e relacionamento com o varejo.
Estrutura de atuação e diferenciais
Woods descreve a BAT como uma “grande tubulação” capaz de abarcar ativos históricos para acelerar a transformação. O hub busca bens de consumo em categorias reinterpretadas e empresas de tecnologia que fortaleçam o varejo, conectando inovação e escala com a experiência da empresa.
A atuação não se limita a capital. A BAT oferece mentoria prática e participação direta de executivos em projetos com startups, alinhando operações, logística e manufatura às necessidades dos jovens negócios. A ideia é construir em conjunto, não apenas orientar.
Exemplos concretos no Brasil
A Mais Mu foi o primeiro investimento local, com pivô para um modelo de co-construção em marca, portfólio e pesquisa com consumidores. A Uello, por sua vez, atua na roteirização de operações que atendem cerca de 250 mil pontos de venda, acelerando o desenvolvimento da empresa em menos de dois anos.
Uso de tecnologia e IA
A executiva aponta que a BAT já opera com 80% dos pedidos digitais desde o início, o que mudou a percepção sobre o potencial da empresa. Hoje a IA é aplicada desde o agronegócio até a venda, em áreas como produtividade agrícola, manutenção industrial, logística e entendimento do comportamento do consumidor.
Desafios regulatórios e culturais
O combate ao mercado ilegal de cigarro continua entre as prioridades, com investimentos de aproximadamente R$ 60 milhões nos últimos quatro anos. Em relação às categorias de nicotina, a BAT defende regulamentação clara e responsabilidades, ao invés de proibição.
Perspectivas pessoais e legado
A Forbes reconheceu Woods entre as mulheres mais poderosas do Brasil, mas a executiva ressalta que o poder não é a motivação principal. O foco está no impacto de referências femininas para as próximas gerações e na construção dos próximos 100 anos da companhia, com uma transformação que envolve toda a organização.
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