- Copom reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,25% ao ano, em decisão amplamente esperada pelo mercado.
- O comunicado apontou maior cautela para o ciclo de cortes, citando atividade mais resiliente, inflação persistente e riscos à convergência da inflação à meta.
- As projeções do Banco Central pioraram: inflação em 2027 subiu para 3,7%; o Relatório Focus aponta IPCA de 5,3% em 2026 e 4,1% em 2027, ambos acima da meta de 3%.
- Economistas divergem: parte do mercado vê o fim do ciclo de cortes próximo, com juros reais ainda elevados; outros seguem acreditando em novas reduções, dependendo dos próximos dados.
- O BC destacou riscos externos, como petróleo, clima e inflação de serviços, além de um câmbio mais depreciado, mantendo a cautela sobre futuros passos.
O Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, levando a taxa a 14,25% ao ano. A decisão ocorreu nesta quarta-feira e foi amplamente esperada pelo mercado. A comunicação do Banco Central sinalizou maior cautela com os próximos passos da política monetária, mantendo o ciclo de cortes em aberto apenas com condições voltadas à convergência da inflação.
Analistas destacam que o BC elevou a barra para novas reduções, citando uma economia mais resiliente, inflação ainda elevada e riscos à convergência para a meta. O tom do comunicado foi mais restritivo em relação ao ritmo de flexibilização do juro pelo restante do ciclo.
O BC apontou aceleração da atividade econômica no primeiro trimestre, com recuperação de setores cíclicos e mercado de trabalho resiliente. Em contraste, reconheceu piora do cenário inflacionário, com inflação cheia e medidas subjacentes avançando acima da meta.
As projeções oficiais também foram alteradas. A inflação projetada para o quarto trimestre de 2027 subiu de 3,5% para 3,7%. As expectativas do Relatório Focus indicam IPCA de 5,3% em 2026 e 4,1% em 2027, ambas acima da meta de 3%.
Para alguns economistas, esse conjunto indica que o ciclo de cortes pode estar próximo do fim. O IPCA de 3,7% indica menos espaço para novas reduções, segundo analistas consultados pela imprensa.
O comunicado passou a listar mais fatores de pressão para a inflação, incluindo petróleo, energia, clima na agricultura, inflação de serviços, câmbio depreciado e demanda que pode manter o crescimento acima do potencial.
Mesmo com o tom mais firme, o BC mantém abertura para novos cortes, desde que haja dados compatíveis. O comitê reforçou que a calibração depende da evolução da atividade, da inflação e de fatores externos.
Especialistas destacam ainda o equilíbrio entre efeitos da política restritiva já sentida no crédito e a necessidade de manter a inflação sob controle. O tom aponta para maior controle da trajetória futura do juro.
O mercado ficou atento à leitura do comunicado sobre a próxima reunião, em agosto. Houve divergência: parte aposta em mais um corte de 0,25 p.p.; outra parcela antecipa pausa prolongada.
Além das decisões, analistas ressaltam o papel de fatores externos, como tensões geopolíticas e variações de petróleo, que podem influenciar inflação e dólar, impactando a política monetária.
Contexto e perspectivas
O Copom destacou que a magnitude total do ciclo de calibração dependerá de novas informações. A decisão foi unânime, segundo comunicados oficiais, com foco na convergência da inflação à meta.
Riscos e ambições do cenário
Especialistas ressaltam que, apesar do corte, o espaço para novas reduções pode ser limitado diante da inflação e do cenário externo. O BC pretende manter flexibilidade, conforme os dados evoluem.
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