- A inflação do Reino Unido ficou em 2,8% em maio, estável em relação a abril, segundo a Office for National Statistics.
- O avanço veio de transportes e combustíveis, com tarifas aéreas, impostos sobre veículos e gasolina puxando o índice para cima.
- Pressões negativas vieram de preços de alimentos mais baixos, além de recuo no custo do óleo de aquecimento doméstico.
- A leitura permanece acima da meta de 2% do governo, com o Banco da Inglaterra preparando a decisão de juros, esperada manter a taxa em 3,75%.
- A atividade econômica e os preços foram influenciados pelo conflito no Oriente Médio e pela possível reabertura do estreito de Hormuz, que pode aliviar pressões de combustível.
A inflação do Reino Unido permaneceu em 2,8% em maio, inesperadamente estável. O índice de preços ao consumidor não registrou alta frente a abril, apesar de custos de transporte e combustível terem subido. A leitura foi divulgada pelo ONS.
O total de maio reflete movimentos opostos: transportes puxando para cima, com tarifas aéreas, impostos sobre veículos e gasolina, enquanto alimentos tiveram baixa de preços em diversas categorias. Também houve recuo no preço do óleo de aquecimento doméstico.
O ONS aponta que o custo anual das matérias-primas continuou a subir, liderado por químicos, e o índice de bens saídos das fábricas desacelerou, parcialmente devido à queda de carros produzidos nacionalmente. A leitura permanece acima da meta de 2% do Banco da Inglaterra.
Desdobramentos econômicos e política monetária
Especialistas mantêm expectativa de manutenção da taxa de juros em 3,75% na reunião de quinta-feira, avaliando o impacto do conflito no Oriente Médio sobre a energia. O BoE monitora efeitos de choques externos sobre a inflação.
Contribuições externas influenciam o cenário de preços. O estreitamento do Estreito de Hormuz elevou o preço do petróleo nos últimos três meses, repercutindo em combustíveis, químicos e fertilizantes. Analistas aguardam evolução geopolítica para validar previsões.
Outro ponto de referência para o mercado é o possível acordo entre Estados Unidos e o regime iraniano, visto como potencial gatilho para reabertura de vias marítimas e alívio de pressões inflacionárias no curto prazo.
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