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Vale planeja investir R$ 13 bilhões em descarbonização e custos climáticos

Vale planeja investir até R$ 13 bilhões em descarbonização, enquanto estima custos de até R$ 22 bilhões com precificação de carbono a partir de 2030

Vista aérea de veículos autônomos da Vale, em Carajás
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  • A Vale planeja investir até R$ 13 bilhões em iniciativas de descarbonização, incluindo até R$ 4 bilhões em projetos de descarbonização, até R$ 8 bilhões em tecnologias próprias e parcerias e até R$ 1 bilhão em pesquisa e desenvolvimento.
  • Do total para descarbonização, 24% devem ocorrer no médio prazo e 76% no longo prazo; parte significativa dos recursos (até R$ 8 bilhões) está ligada à construção dos “Mega Hubs” de baixo carbono.
  • Entre 2020 e 2025, a Vale já investiu R$ 9 bilhões em descarbonização; a empresa ressalta retornos financeiros e ambientais ao seguir essas iniciativas.
  • A empresa pode enfrentar custos de até R$ 22 bilhões, em valor presente, com mecanismos de precificação de carbono a partir de 2030, dependendo do atingimento de metas de emissões.
  • Em 2025, houve redução de 25,3% nas emissões dos Escopos 1 e 2 (comparando com 2017), e queda de 8,2% no Escopo 3 (comparando com 2018), com produção impulsionada pela mineração circular, que respondeu por 8% do total e visa chegar a 10% até 2030.

A Vale projeta investir até R$ 13 bilhões em iniciativas de descarbonização para mitigar riscos climáticos e cumprir metas voluntárias de redução de emissões, conforme o relatório de sustentabilidade de 2025 divulgado nesta segunda-feira. O montante abrange diferentes frentes e não detalha o período exato.

Dentre os recursos, até R$ 4 bilhões vão para descarbonização das operações; até R$ 8 bilhões destinam-se a tecnologias próprias e parcerias ligadas à transição da siderurgia e ao desenvolvimento de briquetes; e até R$ 1 bilhão é reservado para pesquisa e desenvolvimento. A composição sugere foco no médio e longo prazo.

Até o fim de 2025, a Vale afirma ter investido R$ 9 bilhões nessa linha de atuação, com expectativa de retorno financeiro e ambiental, além da mitigação de riscos operacionais. Grazielle Parenti, vice-presidente executiva de Sustentabilidade, aponta avaliação contínua de riscos por meio de uma matriz ESG.

Riscos com precificação de carbono

O documento aponta custos de até R$ 22 bilhões, em valor presente, relacionados a mecanismos de precificação de carbono a partir de 2030. O montante depende do cumprimento das metas de emissões da empresa.

A exposição aos custos varia conforme regulações em mercados onde a Vale opera, incluindo CBAM da União Europeia, o sistema brasileiro de comércio de emissões e o mercado chinês de carbono. Outros regimes também influenciam os desembolsos.

Emissões e desempenho

Em 2025, as emissões de Escopos 1 e 2 caíram 25,3% ante 2017, mas ficaram abaixo da meta de 26,6% de 2024. No Escopo 3, houve redução de 8,2% frente 2018, abaixo de 11,2% de 2024, impactada pelo aumento da produção e das vendas.

A Vale frisa que o relatório utiliza o padrão ISSB e reforçou a análise de riscos e oportunidades. A empresa diz ter aumentado o escrutínio de temas como barragens, licenciamento, comunidades, direitos humanos e saúde e segurança.

Mineração circular e resultados

O relatório indica crescimento na mineração de resíduos: 26 milhões de toneladas de minério de ferro, alta de 107% em relação ao ano anterior. A mineração circular já representa 8% da produção, com meta de chegar a 10% até 2030, segundo a companhia.

Segundo Parenti, a agenda de circularidade ganha relevância econômica e ambiental para a Vale, além de abrir oportunidades de negócios globais diante de clientes e investidores internacionais.

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