- Copom e Fomc iniciam reuniões nesta terça-feira (16) e se encerram na quarta (17), em meio a incerteza sobre espaço para afrouxar a política monetária.
- Um acordo entre EUA e Irã pode reduzir o risco geopolítico e a pressão sobre o petróleo, abrindo espaço para possível queda da Selic no Brasil de 14,50% ao ano para 14,25%.
- O Relatório Focus aponta IPCA de 2026 em 5,11%, acima do teto da meta, o que pode tornar o Copom mais cauteloso.
- Nos EUA, investidores esperam manter a política estável na reunião do Fomc desta quarta, com juros entre 3,50% e 3,75%.
- O petróleo Brent recua cerca de 2,5%, ficando pouco acima de US$ 81 por barril, enquanto os mercados acompanham a primeira decisão de Warsh na presidência do FED.
Nos Estados Unidos e no Brasil, começam hoje as reuniões do Copom e do Fomc, ambas nesta terça (16) e com conclusão prevista para quarta (17). O cenário é de incerteza elevada, com investidores avaliando possíveis impactos de uma descompressão geopolítica e de petróleo mais barato sobre a política monetária.
A reaproximação entre EUA e Irã, anunciada por Donald Trump, levou a um memorando não oficial que prevê uma trégua de 60 dias para negociações sobre nuclear, sanções e segurança regional. O Irã exige libertação de recursos congelados; Washington não confirmou a condição. Ainda assim, o clima de alívio ganhou força nos mercados.
Na prática brasileira, o acordo EUA-Irã alterou as expectativas de política monetária. As opções de juros do Copom, com base no fechamento de 12 de junho, passaram a sinalizar redução de 0,25 ponto percentual na reunião desta semana, com probabilidade de cerca de 68% para o corte.
A rusga com o petróleo também aparece como fator que pode influenciar a decisão do BC. Com o petróleo mais barato, há espaço para menor pressão inflacionária, abrindo caminho para reduzir a Selic de 14,50% ao ano para 14,25%, segundo as apostas do mercado.
Mas o viés permanece limitado. O Relatório Focus aponta IPCA de 2026 em 5,11%, acima do teto de 4,50% da meta, repetindo a 13ª semana de alta. O cenário sugere cautela do Copom frente a pressões inflacionárias persistentes.
Nos EUA, a expectativa é de manutenção da política monetária na reunião do Fomc, com juros entre 3,50% e 3,75%. Em julho, a curva de probabilidades aponta manutenção elevada, seguido por uma possível elevação até o fim do ano, segundo o mercado.
A primeira reunião do FED sob o comando de Kevin Warsh também envolve expectativas sobre o tom da comunicação. Investidores observam se haverá rigidez com relação à inflação, que permanece acima das metas, mesmo com o novo cenário.
Perspectivas
Os contratos futuros dos principais índices americanos mostram desempenho moderado, com atenção voltada para a decisão de Warsh. O petróleo continua em trajetória de queda, com o Brent caindo cerca de 2,5%, para pouco acima de US$ 81 o barril.
Indicadores
BRASIL
- Inflação IGP-10 (Jun): Observado -0,3%; Esperado +0,3%; Anterior +0,9%.
- Vendas no varejo (Abr): Esperado -0,7%; Anterior +0,5%.
- Vendas no varejo (12M): Esperado 2,0%; Anterior 4,0%.
ESTADOS UNIDOS
- Sem indicadores relevantes
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