- Meta lançou o AI Mode na busca do Facebook, que responde a consultas usando a Meta AI e conteúdos públicos de Grupos e Reels.
- A ferramenta é alimentada pelo Muse Spark, o modelo apresentado pela Meta Superintelligence Labs, liderada por Alexandr Wang.
- Analista da Morgan Stanley estima que, se alcançar 1 bilhão de usuários e monetizar 10% das buscas diárias, poderá gerar mais de US$ 10 bilhões por ano.
- A atualização inclui recursos de edição de fotos e vídeos com IA, como recorte para colagens, efeitos de transição e presets para roupas e acessórios.
- Ainda não está claro como o AI Mode classifica fontes nem como combate desinformação; a Meta não detalhou o peso das fontes. As ações da empresa chegaram a subir quase 5%.
A Meta lançou nesta segunda-feira o AI Mode dentro da busca do Facebook. A ferramenta usa a Meta AI para responder às consultas com base em conteúdos públicos de Grupos e Reels, em vez de exibir apenas resultados genéricos. A novidade visa transformar a busca na plataforma.
O AI Mode funciona com o Muse Spark, o modelo de IA apresentado pela Meta em abril e desenvolvido pela Meta Superintelligence Labs, liderada por Alexandr Wang, ex-CEO da Scale AI. A Meta afirma que as respostas virão de conteúdos públicos no ecossistema da empresa.
Caso alcance 1 bilhão de usuários e monetize 10% das buscas diárias, analistas estimam receita superior a US$ 10 bilhões por ano. Ainda assim, não há detalhes divulgados sobre o ranking de fontes e o combate à desinformação.
O que mudou e o que se sabe
Além da busca baseada em IA, a Meta introduziu recursos de edição com suporte de IA para fotos e vídeos. Modelos de recorte, transições e predefinições permitem alterações em roupas, cabelo e acessórios nas imagens.
As ações da Meta reagiram ao anúncio, subindo quase 5% para perto de US$ 595, ainda que o papel acumule queda de cerca de 8% no ano. O investimento envolve o ecossistema de IA da empresa, que já foi alvo de avaliações negativas de desempenho no passado.
Contexto financeiro e estratégico
A Meta vem integrando a Meta AI a Facebook, Instagram, WhatsApp e Messenger há anos. Este é o primeiro movimento que posiciona a IA como substituta direta da barra de busca no Facebook, ampliando a concorrência com o Google.
Historicamente, a Meta ficou atrás de rivais na performance de alguns modelos de IA. A companhia investiu bilhões na Scale AI e lançou o Muse Spark como sistema proprietário de código fechado, após reduzir o foco em IA de código aberto.
Implicações para o ecossistema
A novidade chega em meio a mudanças no cenário de IA, com foco em monetização de serviços de busca e engajamento. O projeto ainda não detalha como o algoritmo pondera fontes diversas nem como combate a desinformação será implementado.
A Meta não informou como o novo mecanismo de busca será aprimorado ao longo do tempo nem quais métricas de sucesso serão usadas para medir adesão e rentabilidade. A empresa não repassou mais informações adicionais ao portal.
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