- Iguá foca no amadurecimento das concessões existentes para, nos próximos anos, tentar dobrar a receita da empresa.
- A estratégia inclui expansão por meio de novas ligações e melhoria da infraestrutura nas redes já concedidas, priorizando sinergias geográficas com as operações.
- A companhia atua em quatro operações de água e esgoto que atendem seis milhões de pessoas: Rio de Janeiro (Zona Oeste), Cuiabá, Sergipe e Alagoas (PPP no agreste).
- No Rio, o desafio envolve adensamento e operações em comunidades, enquanto em Sergipe há intermitência de abastecimento e dispersão de clientes em 74 municípios.
- Investimentos relevantes incluem R$ 250 milhões para revitalizar o Complexo Lagunar de Jacarepaguá, aumento de capital de R$ 700 milhões pelos acionistas e atenção à reforma tributária que pode impactar o setor.
A Iguá prioriza o amadurecimento das concessões existentes para dobrar a receita nos próximos anos, segundo o CEO René Silva, em entrevista à Bloomberg Línea. O foco é consolidar o portfólio e obter ganhos operacionais, sem deixar de buscar novas oportunidades.
A empresa atua hoje em quatro concessões de água e esgoto, atendendo cerca de 6 milhões de pessoas. A operação mais expressiva fica na zona oeste do Rio de Janeiro, com outras em Cuiabá, Sergipe e Alagoas, via PPP no agreste.
Desafios operacionais incluem altas densidades populacionais na capital fluminense e intermitência em Sergipe, com 74 municípios sob a concessão. Infraestrutura adequada e rede de adutoras demandam planejamento e manutenção constantes.
Novos investimentos e metas
Tecnologias como sensores e machine learning ajudam a prever perdas e orientar equipes de manutenção, ampliando eficiência. O crescimento virá principalmente de novas ligações, conforme redes passam por reformas e expansão.
A Iguá já colhe resultados em áreas como a revitalização do Complexo Lagunar de Jacarepaguá, com investimentos previstos de R$ 250 milhões. Em São Paulo, o programa UniversalizaSP oferece perspectiva de ampliação do saneamento.
Além disso, a companhia recebeu aporte de R$ 700 milhões dos acionistas, destinado a acelerar o crescimento dentro dos investimentos já contratados. O dinheiro reforça a confiança na estratégia da empresa.
Desafios regulatórios e perspectivas
O grande risco citado pelo CEO é a reforma tributária, que pode elevar a carga sobre o setor. A Iguá teme impactos na cadeia e no usuário final, com questionamentos sobre o equilíbrio de contratos frente a novas regras.
Entre na conversa da comunidade