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China registra nova queda nos preços de imóveis em meio à crise imobiliária

Preço dos imóveis cai 3,5% em maio; 52 das 70 cidades registram recuo, ampliando a crise imobiliária que representa 25% a 30% do PIB da China

Sozinho, setor imobiliário responde por uma fatia entre 25% e 30% do PIB da China
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  • Os preços dos imóveis na China caíram 3,5% em maio ante igual mês de 2024, segundo o Departamento Nacional de Estatísticas.
  • Em abril, a queda também foi de 3,5% na mesma comparação anual.
  • No mês, os preços recuaram 0,2% frente abril, conforme cálculos do The Wall Street Journal com dados oficiais.
  • 52 das 70 maiores cidades chinesas registraram queda mensal em maio, contra 49 em abril.
  • O setor imobiliário responde por entre 25% e 30% do Produto Interno Bruto da China, segundo a matéria.

O setor imobiliário da China registrou nova queda de preços em maio, ampliando a crise no setor. Dados do Departamento Nacional de Estatísticas indicam queda anual de 3,5% nos preços de imóveis em maio ante o mesmo mês de 2024. Em abril, o recuo também foi de 3,5%.

A métrica utilizada é baseada em transações com hipotecas tradicionais para imóveis de moradia unifamiliar, em uma abordagem de repeat-sales. A variação é calculada a partir de 70 cidades de médio e grande porte, com ponderação da Thomson Reuters.

A crise tem raízes em décadas de superestimação do mercado, com dependência de vendas de terrenos por governos locais e alavancagem de construtoras. Casos marcantes, como o da Evergrande, contribuíram para o ajuste que se arrasta desde 2021. O setor, isoladamente, representa entre 25% e 30% do PIB chinês.

Desempenho mensal e distribuição por cidade

Segundo o Wall Street Journal, o recuo mensal ficou em 0,2% em maio em relação a abril. No mês anterior, a queda havia sido de 0,19%. Das 70 cidades analisadas, 52 registraram queda, frente 49 em abril.

A avaliação aponta que o mercado segue mais frágil em várias regiões, com impactos observados tanto na venda quanto na refinanciamento de imóveis. A persistência da desaceleração preocupa analistas que acompanham o ritmo de recuperação da economia chinesa. O governo permanece monitorando o setor e buscando medidas de suporte, sem anúncio de solução rápida.

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