- Em 2025, a América Latina captou US$ 8,57 bilhões em recursos e realizou US$ 25,6 bilhões em investimentos, com Brasil, México e Colômbia como principais destinos.
- O mercado regional manteve atividade apesar de fundraising moderado, sustentado por disponibilidade de capital global e retorno competitivo frente a outras classes de ativos.
- Globalmente, há US$ 3,9 trilhões em capital já comprometido, mas ainda não investido (dry powder), apoiando a continuidade de novos investimentos na região.
- Em 2025, foram 947 transações na região, demonstrando diversificação setorial e geográfica e uso de recursos previamente comprometidos em infraestrutura, mercado imobiliário, crescimento, impacto e capital empreendedor.
- A Colômbia ganhou destaque: investimentos de US$ 2,75 bilhões em 86 transações, com ecossistema em expansão, 167 gestores ativos e 410 veículos de investimento vinculados, além de continuidade de crescimento econômico estimado entre 2,6% em 2025 e 2,8% em 2026.
Em 2025, o capital privado e o capital empreendedor na América Latina mantiveram atividade relevante, com fundraising estável e volumes de investimento elevados. A região captou US$ 8,57 bilhões e investiu US$ 25,6 bilhões, impulsionados pela disponibilidade de capital global e rendimentos competitivos em relação a outras classes de ativos. O Brasil, México e Colômbia aparecem como principais destinos do capital alternativo.
O panorama regional reflete uma indústria capaz de atrair recursos e executar negócios, mesmo em um cenário global de recuperação lenta do fundraising e maior seletividade em desinvestimentos. A indústria global de ativos alternativos atingiu US$ 16,4 trilhões sob gestão, com US$ 3,9 trilhões em capital disponível para investir.
Entre 2018 e 2024, a taxa interna de retorno média global do capital privado foi de 14,34%, o capital empreendedor atingiu 13% e a infraestrutura, 9,19%. Dados que ajudam a entender a continuidade da captação na região, diante de exigências de rentabilidade e liquidez.
O saldo de capital disponível, conhecido como dry powder, soma US$ 3,9 trilhões globalmente. Esse montante, já comprometido com fundos, ainda não investido, sustenta a capacidade de investir em diferentes estágios de empresas.
A atividade de 2025 também ficou marcada pelo volume de investimentos: US$ 25,6 bilhões distribuídos em 947 transações na região, sinalizando oportunidades em diversos setores e países. O desempenho pode depender de estratégias de longo prazo, além de novas captações.
A leitura regional destaca que o fundraising latino-americano moderou-se em relação a anos anteriores, mas manteve relevância, com consolidação de gestores e estratégias. O ecossistema continua a evoluir com foco em infraestrutura, crescimento, imobiliário, impacto e empreendedorismo.
Brasil, México e Colômbia concentram a atenção
A distribuição de recursos aponta para maior escala no Brasil, pela dimensão de sua economia e profundidade de mercado financeiro. O México se destaca pela integração com os EUA e pela atuação em manufatura, logística e serviços. A Colômbia figura entre os mercados mais relevantes, com gestores especializados e veículos de investimento consolidados.
A diversificação regional ganha terreno, refletindo maior maturidade da indústria, com operações de aquisição, crescimento, infraestrutura, imobiliário e impacto. Paola García Barreneche, da ColCapital, afirma que o setor agrícola tem mostrado sofisticação e redes de investidores mais robustas.
A Colômbia, em especial, registra ecossistema em expansão: mais de US$ 23,6 bilhões investidos historicamente e apoio a mais de 2.100 ativos. Em 2025, foram investidos US$ 2,75 bilhões em 86 transações, com 167 gestores ativos e 410 veículos vinculados ao país.
O desempenho macroeconômico colombiano aponta crescimento de 2,6% em 2025, com expectativa de 2,8% em 2026. Setores como entretenimento, comércio, agroindústria e manufatura devem manter dinamismo, contribuindo para oportunidades de investimento.
O contexto global continua a influenciar a América Latina, com maior peso de fatores como tecnologia, governança e sustentabilidade nas decisões de investimento. A soma de capital disponível externa e esforços regionais confirma a consolidação do capital privado na região.
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