- A reserva australiana manteve a taxa de juros em 4,35%, encerrando uma sequência de três altas.
- A presidente do banco central, Michele Bullock, disse que não há folga na luta para levar a inflação à meta de 2% a 3%.
- Embora o cenário seja difícil, não se pode descartar novos aperto monetário se isso for necessário para controlar a inflação.
- Economistas atribuem ceticismo ao mercado sobre novo ajuste até o fim do ano, com probabilidade acima de cinquenta por cento de alta apenas.
- Comércio internacional pode ganhar impulso se houver fim do conflito no Oriente Médio e reabertura do estreito de Hormuz, mas não é garantia e os impactos demoram a surgir.
O Reserve Bank of Australia manteve a taxa básica de juros em 4,35%, encerrando uma sequência de três aumentos. A decisão foi anunciada após a reunião e divulgada pela instituição nesta semana.
A governadora Michele Bullock afirmou que, apesar de o aperto monetário ter sido difícil para as famílias, não houve pausa na luta para trazer a inflação de volta à meta de 2% a 3%. Ela reforçou que a inflação continua elevada.
Segundo Bullock, a decisão de hoje não elimina a possibilidade de novos ajustes, caso seja necessário para conter a inflação. O cenário atual mostra inflação em 4,2%, contribuindo para um tom cauteloso na curva de juros.
O mercado financeiro permanece incerto: a probabilidade de alta adicional até o fim do ano fica ligeiramente acima de 50%, com economistas divididos sobre a necessidade de novos aumentos.
A economia australiana desacelerou no início deste ano, e o aumento dos juros tem contribuído para esse ritmo. O desemprego subiu para 4,5%, a maior taxa desde 2021, enquanto a confiança dos consumidores atingiu níveis baixos.
Bullock também mencionou incertezas geopolíticas, sinalizando que uma resolução do conflito no Oriente Médio poderia aliviar pressões sobre preços de commodities e o petróleo, desde que haja andamento ordenado. Ainda assim, não há garantia de normalização rápida.
O Tesoureiro Jim Chalmers alinhou-se à avaliação de que a normalização global deve levar tempo, mesmo com sinais de possível cessar-fogo. O ministro destacou que a economia mundial continua a enfrentar volatilidade, com impactos ainda por medir.
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