- Governo pretende suspender os subsídios aos combustíveis caso o acordo de paz entre Estados Unidos e Irã seja assinado na sexta-feira, conforme afirmou o ministro José Guimarães em entrevista à GloboNews.
- A expectativa é de que a redução das tensões no Oriente Médio reduza a pressão sobre os preços internacionais do petróleo, tornando desnecessas as medidas de mitigação adotadas pelo governo.
- Hoje, o subsídio à gasolina é de R$ 0,44 por litro; o benefício do diesel é de R$ 1,12 por litro; há também um mecanismo de compensação para diesel importado.
- Segundo Guimarães, se o acordo for assinado, o PLP 114, que prevê redução da carga tributária sobre combustíveis a partir de 2026, pode ser retirado da tramitação na Câmara.
- O Brent caiu cerca de cinco por cento, sendo negociado entre sessenta e um e oitenta e um a oitenta e três dólares por barril, em reação à possível normalização da oferta global.
O governo avalia suspender subsídios aos combustíveis caso seja confirmado o acordo de paz entre Estados Unidos e Irã, previsto para a sexta-feira. A informação foi divulgada pelo ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, em entrevista à GloboNews.
Segundo Guimarães, a redução de tensões no Oriente Médio pode reduzir a pressão sobre os preços internacionais do petróleo, o que tornaria desnecessária a continuidade das medidas de apoio ao consumidor.
Atualmente, o governo mantém subsídios diferenciados: gasolina, diesel e diesel importado possuem mecanismos de subvenção, além de compensações para importação de diesel.
Subvenção aos combustíveis e PLP 114
Guimarães afirmou que, se o acordo for assinado, o governo retirará o PLP 114 da tramitação na Câmara, medida apresentada para reduzir a carga tributária sobre combustíveis a partir de 2026. A retirada, segundo ele, seria um alívio para o setor governamental.
Caso o acordo se concretize, a tendência é de menor pressão sobre o preço da gasolina e do diesel em resposta aos preços internacionais.
Reação do mercado e cenário internacional
A perspectiva de normalização no fornecimento de petróleo gerou queda nos preços. O barril Brent caiu expressivamente, com o patamar situando-se entre US$ 81 e US$ 83, menor em meses.
Mercados financeiros acompanham o anúncio feito por líderes dos EUA e por mediadores internacionais, sinalizando potencial estabilização das condições de oferta global de energia. As mudanças ainda dependem de confirmação oficial do acordo.
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