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Da fofoca às bilhões: trajetória de Luana Lopes Lara na Kalshi

COO brasileira da Kalshi comanda crescimento bilionário de mercados de previsão, enfrentando escrutínio regulatório e controvérsias éticas

Luana Lopes Lara no escritório da Kalshi em Nova York (Foto: Bloomberg)
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  • Luana Lopes Lara, brasileira, é diretora de operações e cofundadora da Kalshi, empresa de mercados de previsão, com patrimônio líquido estimado em US$ 2,6 bilhões e cerca de 150 funcionários.
  • A Kalshi surgiu após a ideia de Lopes Lara em 2018, ao discutir com colegas da Five Rings sobre a gravidez de Kylie Jenner e imaginar mercados de apostas sobre resultados incertos.
  • A plataforma atingiu volume recorde de negociações, movendo US$ 17,9 bilhões no mês passado; apostas esportivas responderam por cerca de oitenta por cento do volume recente.
  • A Kalshi enfrenta críticas e batalhas regulatórias, incluindo ações judiciais em dezoito estados e questionamentos sobre uso de informações privilegiadas; a empresa já teve conflitos com a CFTC.
  • A empresa amplia a presença na cultura e no mercado, com acordos como o contrato com o Madison Square Garden e investimentos ligados a figuras públicas que apoiam a Kalshi, visando tornar o serviço mais cotidiano.

Luana Lopes Lara, COO brasileira da Kalshi, ajudou a fundar a empresa após uma troca de ideias sobre gravidez de Kylie Jenner em 2018. Na época, ela era estagiária na corretora Five Rings, em Nova York, e viu nas apostas em eventos um conceito com grande potencial.

A Kalshi desenvolveu-se a partir dessa curiosidade inicial e hoje opera com foco em mercados de previsão, onde contratos são usados para apostar sobre desfechos de eventos. Lopes Lara lidera grande parte das operações, incluindo engenharia, listagens de mercados e contratação.

Crescimento e visão de negócio

A empresa foi avaliada em US$ 22 bilhões na última rodada de financiamento, mantendo-se entre as startups mais valiosas do segmento. O quadro de funcionários aumentou para 150, ante 35 há um ano, impulsionado pelo crescimento no interesse por mercados de previsão.

Lopes Lara figura entre as bilionárias mais jovens que construíram sua fortuna de forma independente, com patrimônio estimado em US$ 2,6 bilhões. Como COO, supervisiona áreas estratégicas e a parceria com fornecedores de liquidez, além de entrevistar novas contratações.

Controvérsias e ambiente regulatório

A operação da Kalshi gerou controvérsias, associadas a preocupações de que alguns eventos possam favorecer pessoas com informações privilegiadas. A concorrente Polymarket também enfrentou críticas semelhantes. Reguladores e legisladores questionam a ética e a supervisão do setor.

Em 2023, a Kalshi enfrentou questionamentos da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC) sobre a oferta de contratos vinculados a eleições, processo que foi encerrado antes das eleições de 2024. Alguns estados avançaram com ações judiciais relacionadas a apostas em serviços ao eleitorado.

Questões operacionais e resultados recentes

A Kalshi congelou um mercado relacionado à possível deposição de Ali Khamenei como Líder Supremo do Irã, após a morte do líder em um atentado, ajustando a forma de tratar eventos sensíveis. Posteriormente, a empresa ofereceu reembolso de taxas e perdas líquidas equivalentes a US$ 2,2 milhões.

A área de esportes tem ganhado peso no volume de negociações, respondendo por cerca de 80% do movimento de contratos de eventos em períodos recentes. A plataforma tem expandido o interesse de apostadores comuns e de ligas esportivas.

Contexto de mercado e atuação pública

Dados de mercado apontam volume de negociações de US$ 17,9 bilhões no mês anterior, de acordo com análises de usuários. Autoridades e congressistas destacam que a presença de mercados de previsão cresce, mas há riscos regulatórios a serem enfrentados.

Lopes Lara observa que, embora o setor represente inovação financeira, é preciso fortalecer a fiscalização e clareza regulatória para evitar abusos. Ela afirma que o objetivo é ampliar o uso da plataforma sem perder a responsabilidade regulatória.

Trajetória e rotina da liderança

Nascida no Brasil, Lopes Lara começou na dança antes de migrar para os negócios. Hoje, a rotina inclui treinos pela manhã e atuação no escritório da Kalshi, no Meatpacking District, em Nova York, com horários de expediente extensos.

A cultura interna da Kalshi combina humor e foco em resultados, com referências a regras de mercado e momentos da cultura pop. A empresa mantém contratos de parceria com espaços de grandes arenas e projeta presença contínua no cotidiano de consumidores.

Perspectivas futuras

Lopes Lara aponta que o papel da Kalshi é estimular a busca por novos objetivos, com rapidez na tomada de decisões e crescimento contínuo. A liderança aposta em manter o ritmo de expansão, enfrentando batalhas jurídicas quando necessárias para defender a posição da empresa.

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