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Antes de revogar, taxa das blusinhas arrecadou mais de R$ 2 bilhões em 2026

Imposto de importação sobre encomendas de baixo valor rendeu R$ 2,13 bilhões de janeiro a meados de maio, antes de ser revogado; ICMS estadual permanece

Imposto de importação federal sobre encomendas foi revogado em meados de maio — Foto: Jornal Nacional
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  • De janeiro até meados de maio de 2026, o governo arrecadou R$ 2,13 bilhões em imposto de importação sobre encomendas internacionais.
  • A cobrança, popularmente chamada de “taxa das blusinhas”, foi implementada em 2024 com 20% sobre compras até US$ 50 e foi revogada em maio de 2026.
  • Em relação aos primeiros cinco meses do ano anterior, houve alta de 15,4%, pois naquele período foram arrecadados R$ 1,84 bilhão.
  • Mesmo com o fim da cobrança federal, estados continuam impondo o ICMS sobre importações de baixo valor, com alíquotas que variam entre 17% e 20%.
  • A taxa era defendida por setores produtivos e, segundo críticos, elevou o preço de itens populares e afetou plataformas como Shein, Shopee e AliExpress, com impactos percebidos nos preços.

O governo arrecadou 2,13 bilhões de reais em imposto de importação sobre encomendas internacionais de janeiro até meados de maio, segundo a Receita Federal. A cobrança era a chamada taxa das blusinhas, criada em 2024 e revogada em maio de 2026. A arrecadação ocorreu antes da revogação e da definição de regras para o fim da cobrança.

A medida foi alvo de críticas de consumidores, que a viam como aumento de preços para itens de baixo valor. Especialistas ouvidos pelo g1 apontaram impacto imediato nos preços de compras feitas em plataformas internacionais. O efeito direto aparece em plataformas como Shein, Shopee e AliExpress.

Como funcionava a taxa

Em agosto de 2024, o governo passou a cobrar 20% de imposto sobre compras internacionais de até US$ 50. A cobrança saiu do regime isento para empresas do programa Remessa Conforme. A medida foi aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente Lula, mesmo com críticas à sua racionalidade.

Quem defendeu a cobrança

O vice-presidente Geraldo Alckmin, então ministro do Desenvolvimento, defendia a manutenção da taxa para proteger a indústria nacional de itens de baixo valor. Representantes de varejo e setores produtivos também defenderam a permanência, afirmando que houve geração de empregos e benefícios ao consumidor.

Dados da arrecadação e o cenário atual

Mesmo com o fim da taxa, estados continuam tributando importações de baixo valor via ICMS, com alíquotas entre 17% e 20%. A decisão de revogar a cobrança ocorreu em meio a debates eleitorais, mantendo o foco na neutralidade entre plataformas internacionais e o comércio local.

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