- SpaceX tornou-se empresa de capital aberto, com ações negociadas na Nasdaq a US$ 135 por ação, em oferta pública que visa levantar US$ 75 bilhões (ticker SPCX).
- A operação é vista como a maior IPO da história, com Musk mantendo controle de cerca de 85% das ações com direito de voto.
- A empresa foca em lançamentos espaciais comerciais, domina parte significativa do mercado global e tem a Starlink, seu negócio de internet via satélite, com mais de 10 milhões de assinantes.
- SpaceX foi avaliada em US$ 1,25 trilhão após fusão com xAI; a transação envolve custo para Musk e impactos em suas outras empresas.
- A empresa registra perdas expressivas, com cerca de US$ 4,9 bilhões em 2025 e bilhões de dólares gastos no primeiro trimestre de 2026; há risco de o dinheiro levantar pela IPO se esvair em poucos anos, além de mudanças regulatórias que podem levar a inclusão de SpaceX no Nasdaq 100.
SpaceX abriu o capital, em uma das ofertas públicas iniciais mais aguardadas da história. A empresa liderada por Elon Musk começou a negociar na Nasdaq em 12 de junho, ao preço de abertura de 135 dólares por ação, com objetivo de levantar 75 bilhões de dólares.
A oferta coloca SpaceX como o maior IPO global em termos de valor pretendido. A empresa pretende captar esse montante sob o ticker SPCX, aumentando a concentração de controle de Musk, que deverá deter cerca de 85% dos votos. A demanda ultrapassou quatro vezes a oferta disponível, segundo avaliação de mercado.
A SpaceX domina cerca de 82% das lançamentos espaciais dos EUA e quase metade do mercado espacial comercial global. A unidade Starlink, de internet via satélite, já soma mais de 10 milhões de assinantes. A empresa foi avaliada em 1,25 trilhão de dólares após fusão com a xAI, controlada por Musk.
A apresentação de serviços e planos, apresentados no prospecto S-1, aponta lançamentos futuros, uma colônia permanente em Marte e centros de dados orbitais para IA. Embora ambiciosos, esses objetivos aparecem como desdobramentos de alto risco para investidores.
Historicamente, a SpaceX registra prejuízos expressivos. Em 2025, a empresa registrou perdas próximas a 4,9 bilhões de dólares e continuou queimando capital no primeiro trimestre de 2026, com gastos ligados a grandes centro de dados de IA.
Caso o financiamento seja usado integralmente, o montante de 75 bilhões de dólares pode ser consumido em cerca de 2,5 anos, segundo projeções internas. O risco financeiro envolve custos de operação e dependência de capital contínuo para expansão.
A depender de regras de mercado, o Nasdaq pode exigir ajustes na composição de índices. Mudança recente facilita entrada de empresas de grande porte no Nasdaq 100 após apenas 15 dias de negociação, o que pode influenciar fluxos de ETFs em SpaceX.
Visão de mercado e impactos
A presença da SpaceX no mercado acionista pode criar efeitos sobre a avaliação de Musk e de suas demais empresas, como Tesla. Investidores acompanham a evolução de Starlink e da estratégia de dados de IA da companhia.
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