- IPCA de maio teve alta de 0,58%, menor que abril (0,67%).
- A inflação em 12 meses ficou em 4,72%, acima do teto de 4,5% da meta.
- Alimentos e bebidas subiram 1,33% no mês, puxando o índice; batata, tomate, cebola e carnes tiveram altas.
- Energia elétrica residencial subiu 3,67% em maio, com reajustes regionais e bandeira tarifária amarela.
- Transportes foi o único grupo a recuar no mês; combustíveis caíram. Nos cinco primeiros meses de 2026, a inflação acumula alta de 3,20%.
O IPCA desacelerou em maio, mas ficou acima do teto da meta do Banco Central. O indicador oficial foi de 0,58% no mês, conforme dados do IBGE. Em 12 meses, a inflação chegou a 4,72%, acima do limite de 4,5%.
O principal motor da alta foi o grupo alimentos e bebidas, com alta de 1,33%. Entre os itens que mais contribuíram estão batata-inglesa, tomate, cebola e carnes, influenciados pela menor oferta e pelo aumento nos custos de transporte.
A energia elétrica residencial avançou 3,67%, exercendo o maior impacto individual sobre o IPCA. Reajustes tarifários regionais e a bandeira amarela compreenderam o reajuste que passou a vigorar.
Componentes que mais pesam no índice
Já o grupo de transportes registrou queda em maio, o único entre os grandes setores. A redução ocorreu principalmente nos preços dos combustíveis, com recuos no etanol, na gasolina e no óleo diesel.
Com o resultado, a inflação acumula alta de 3,20% nos primeiros cinco meses de 2026. O retorno do IPCA ao teto da meta pela primeira vez desde outubro do ano passado reforça o desafio de política monetária.
Entre na conversa da comunidade