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Alimentos pressionam IPCA de maio e 12 meses ficam acima do teto da meta

Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avança 0,58% em maio; 12 meses ficam acima do teto da meta, com alimentos pressionando e BC avaliando próximos passos

Mercado em Nova York 12 de fevereiro de 2025
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  • O IPCA subiu 0,58% em maio, com a taxa em 12 meses chegando a 4,72%, acima do teto da meta de 3,0% com margem de 1,5 ponto percentual.
  • Alimentos responderam por metade do IPCA de maio, com alta de 1,33%; alimentação no domicílio subiu 1,65%, influenciada por batata, tomate, cebola e carnes.
  • Habitação avançou 1,22%, com energia elétrica residencial subindo 3,67%; a bandeira tarifária amarela elevou o custo em R$ 1,885 a cada 100 kWh.
  • Transportes caiu 0,46% em maio, com queda de 1,95% nos combustíveis; etanol recuou 6,20%, diesel 2,34% e gasolina 1,46%.
  • Inflação de serviços acelerou 0,40% no mês, chegando a 5,97% em 12 meses; Focus aponta IPCA de 5,11% em 2026 e 4,03% em 2027, com a Selic em 14,5% em abril e decisão do BC na próxima semana.

O IPCA de maio mostrou inflação moderada, mas com pressão de alimentos e serviços. O índice atingiu 0,58% no mês, abaixo de abril (0,67%) e acima da expectativa de 0,53%. Em 12 meses, a inflação chegou a 4,72%, frente a 4,39% em abril.

A leitura aponta que o teto da meta tem sido ultrapassado pela primeira vez desde outubro de 2025, com a meta de 3,0% e margem de 1,5 ponto. Dados mostram que a inflação desacelerou menos do que o esperado, principalmente por alimentos e energia. O BC se reúne na próxima semana após reduzir a Selic a 14,5% em abril.

Panorama da inflação

O grupo alimentos e bebidas respondeu pela metade do IPCA de maio, com alta de 1,33%. Alimentação domiciliar subiu 1,65%, influenciada por batata-inglesa (alta de 44,69%), tomate (20,62%) e cebola (16,80%). A pressão vem também do frete e de menor oferta de produtos.

A habitação registrou alta de 1,22%, com energia elétrica residencial subindo 3,67%, o principal impacto no índice. A tarifa amarela de energia significou custo adicional de R$ 1,885 por 100 kWh. Em saúde e cuidados pessoais houve alta de 0,90%, impulsionada por higiene (1,95%) e planos de saúde (0,50%).

Desempenho setorial e impactos

Transportes recuou 0,46% em maio, com queda de 1,95% nos combustíveis. Etanol caiu 6,20%, diesel recuou 2,34% e gasolina caiu 1,46%. O governo anunciou medidas para reduzir a pressão sobre combustíveis diante do contexto internacional, incluindo o Estreito de Ormuz.

A Petrobras elevou o preço da gasolina vendida a distribuidoras em 0,48 real por litro no fim de maio, compensado por desconto de 0,44 real por litro via subvenção governamental. O índice de serviços subiu 0,40% em maio, com 12 meses em 5,97%.

Perspectivas e projeções

O índice de difusão manteve 65% em maio, indicando disseminação das variações de preço. A ata Focus aponta inflação de 5,11% para 2026 e 4,03% para 2027, com a Selic estimada em 13,50% no fim deste ano. O Banco Central acompanha a conjuntura, diante de choques setoriais e geopolíticos.

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