- O Banco Central Europeu elevou a taxa de depósito de 2,0% para 2,25%, o primeiro aumento em quase três anos.
- A medida busca conter a inflação, que já fica acima de 3% na zona do euro, impulsionada pelo choque nos custos de energia.
- a decisão foi unânime e ocorreu uma semana antes de outras grandes autoridades monetárias anunciarem suas políticas.
- As projeções de inflação do BCE passaram a medir 3,0% neste ano, 2,3% em 2027 e 2,0% em 2028; o crescimento foi revisado.
- Christine Lagarde afirmou que não houve caráter preventivo no movimento e que a curva de decisões dependerá dos dados, com o mercado esperando mais dois aumentos, provavelmente em setembro.
O Banco Central Europeu decidiu elevar pela primeira vez em quase três anos as taxas de juros, em resposta ao choque de energia provocado pela guerra no Oriente Médio. O movimento busca conter a inflação na zona do euro antes que os custos energéticos se espalhem pela economia. A decisão foi anunciada nesta quinta-feira de forma unânime.
A taxa de depósito passou de 2,0% para 2,25%, sendo o primeiro aumento desde setembro de 2023. Economistas já previam o gesto para salvaguardar a credibilidade do BCE diante das pressões inflacionárias recentes e da desaceleração econômica na região.
O BCE indicou que a mudança pode ser revertida caso os impactos sobre os preços se reduzam, mas enfatizou que continuará monitorando o choque energético e suas consequências para a inflação. Christine Lagarde destacou que as decisões dependerão dos dados que surgirem.
Projeções de Inflação
As novas projeções apontam inflação de 3,0% neste ano, 2,3% em 2027 e 2,0% em 2028, alinhando-se a cenários adversos previstos pelo banco.
As previsões de crescimento para 2026 e 2027 tiveram redução de 0,10 ponto percentual, com o quadro para 2028 ajustado igualmente para cima. Observadores avaliam que o aperto monetário pode ocorrer novamente, com o próximo reajuste já estimado para setembro.
Mercados financeiros passam a acompanhar de perto os desdobramentos sobre a inflação, crescimento e impactos do choque energético. As perspectivas de médio prazo ainda se mantêm próximas da meta, mesmo diante das volatilidades recentes.
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