- O Citi lançou uma plataforma de criptomoedas para tokenizar e negociar ações de empresas privadas em estágio avançado, voltada a investidores institucionais, em parceria com a SDX, braço de ativos digitais da SIX Swiss Exchange, com infraestrutura de registro distribuído permissioned.
- O banco atuará como custodiante e agente de tokenização, emitindo recibos de depósito tokenizados e mantendo os valores mobiliários subjacentes; a distribuição inicial acontecerá via Sygnum Bank, na Suíça, e SBI Digital Markets, em Singapura.
- A plataforma funciona sobre o ledger distribuído permissioned da empresa R3, chamado Corda, por meio da central de valores mobiliários digitais da SDX, integrada à infraestrutura do grupo SIX, com foco em atender exigências de custódia, conformidade e liquidação.
- O acesso inicial é restrito a investidores estrangeiros, com entrada dos Estados Unidos prevista para uma fase futura, e o mercado-alvo é o de private equity late-stage pré-IPO, estimado em cerca de 75 bilhões de dólares.
- Projeções da Citi sobre tokenização de ativos reais apontam para até 5,5 trilhões de dólares até 2030; a concorrência envolve JPMorgan e Bank of America, além de projetos com The Clearing House para rede de liquidação, com a NYSE planejando plataforma de tokenização para o fim de 2026.
Citi anunciou hoje a abertura de uma plataforma de criptomoedas para tokenizar e negociar ações de empresas privadas em estágio avançado. O projeto é desenvolvido em parceria com SDX, braço de ativos digitais da SIX Swiss Exchange, em uma infraestrutura de livro-razão distribuída permissioned. A Citigroup atuará como custódia e agente de tokenização, emitindo recibos depositários tokenizados autorizados.
A plataforma visa facilitar negociações com investidores institucionais e qualificados, por meio de instituições reguladas. O lançamento já envolve conversas com algumas das maiores empresas privadas para participação, segundo o banco. Inicialmente, o acesso será restrito a investidores estrangeiros, com planos de incluir empresas dos EUA em uma fase regulatória posterior.
A solução opera sobre a infraestrutura Corda da R3, via SDX na infraestrutura do SIX Group. O ambiente é regulado e fica dentro do ecossistema de ativos digitais, não em uma cadeia pública. Citi manterá os ativos subjacentes como custodiante e emitirá os recibos tokenizados.
Parcerias e distribuição inicial
A distribuição no lançamento passa pela Sygnum Bank, na Suíça, e pela SBI Digital Markets, em Singapura. O objetivo é alcançar investidores institucionais na Europa e na Ásia, com foco em mercados de private equity de alto estágio pré-IPO.
Artem Korenyuk, líder global da Citi para ativos digitais, descreveu a experiência do investidor como compartilhando ações privadas ao lado de ações de grandes empresas, como a Apple. As operações atuais de negociação em private equity envolvem processos manuais que levam semanas.
Contexto de mercado e metas
A Citi projeta que o mercado de ativos reais tokenizados chegue a 5,5 trilhões de dólares até 2030, segundo o relatório Tokenization 2030. A base pode variar entre 2,7 e 8,2 trilhões, conforme o ritmo regulatório.
Competidores diretos já atuam no tema. JPMorgan, Bank of America e Citi desenvolvem uma rede de depósitos tokenizados com The Clearing House, mirando o primeiro semestre de 2027. A NYSE prepara uma plataforma de valores tokenizados para o fim de 2026.
As operações da Citi com SDX representam a primeira via institucional para acesso a private equity dentro desse conjunto de infraestruturas. A tokenização de ações privadas busca atender à demanda institucional por ativos alternativos, especialmente quando compras tradicionais de criptoativos corporativos apresentam retração.
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