- O Índice do Varejo Stone (IVS) mostrou alta de 2,8% em maio na comparação anual, mas caiu 0,8% frente a abril.
- O economista Guilherme Freitas destacou que o mercado de trabalho resiliente sustenta o consumo, apesar de o crédito caro e a renda comprometida limitarem a recuperação.
- No mês, metade dos setores recuou, com destaque para Construção (-2,4%), Outros Artigos de Uso Pessoal e Doméstico (-1,6%), Artigos Farmacêuticos (-1,1%) e Combustíveis e Lubrificantes (-0,8%); os avanços ficaram com Livros, Jornais, Revistas e Papelaria (+13,4%), Tecidos, Vestuário e Calçados (+2,6%) e Hipermercados (+0,9%).
- Na base anual, apenas Outros Artigos de Uso Pessoal e Doméstico teve queda; os maiores altares foram Livros, Jornais, Revistas e Papelaria (+15%), Combustíveis e Lubrificantes (+11,9%) e Hipermercados, Supermercados, Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo (+4,6%).
- Regionalmente, 23 estados registraram crescimento, com Santa Catarina (5,8%) e Pará (5,7%) os maiores avanços; Alagoas, Distrito Federal, Ceará e Acre apresentaram quedas.
As vendas do varejo brasileiro cresceram 2,8% em maio ante o mesmo mês do ano anterior, segundo o Índice do Varejo Stone (IVS) divulgado pela StoneCo. Em relação a abril, houve recuo de 0,8%. O levantamento foi publicado nesta quarta-feira (10).
A desaceleração mensal indica menor fôlego da atividade varejista, principalmente em segmentos mais dependentes de crédito. O economista Guilherme Freitas, da Stone, aponta que o mercado de trabalho segue resiliente, o que sustenta o consumo, mas o nível elevado de endividamento e o custo do crédito limitam a recuperação.
Desempenho por segmento
Paralisaram parte das vendas os setores de Materiais de Construção, com queda de 2,4%, e Outros Artigos de Uso Pessoal e Doméstico, (-1,6%). Quedas também em Artigos Farmacêuticos (-1,1%) e Combustíveis e Lubrificantes (-0,8%). Entre os destaques negativos, apenas Outros Artigos de Uso Pessoal e Doméstico registrou queda na base anual.
Entre os destaques positivos, Livro, Jornais, Revistas e Papelaria avançou 13,4% na base mensal, seguido por Tecidos, Vestuário e Calçados (+2,6%), Móveis e Eletrodomésticos (+1,5%) e Hipermercados, Supermercados, Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo (+0,9%).
Desempenho por região
Na comparação anual, apenas Outros Artigos de Uso Pessoal e Doméstico caiu (-0,3%). Os maiores avanços ficaram com Livros, Jornais, Revistas e Papelaria (15%), Combustíveis e Lubrificantes (11,9%), Hipermercados e afins (4,6%) e Tecidos, Vestuário e Calçados (3,4%).
A maioria dos estados mostrou crescimento em maio. Santa Catarina liderou com 5,8%, seguido pelo Pará (5,7%) e Mato Grosso do Sul (5,5%). Amazonas e Rio de Janeiro registraram 5,2%, enquanto Amapá teve alta de 5,1%.
Comentário técnico
Freitas afirmou que a desaceleração do varejo ocorre de forma desigual entre regiões, refletindo dinâmicas locais distintas e diferentes sensibilidades das famílias a crédito e renda. O quadro indica que o ritmo de recuperação varia conforme o ambiente econômico regional.
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