- A BYD quer ser a maior fabricante de automóveis do mundo em cinco anos, mirando a Toyota, com avanços em baterias, recarga rápida e produção internacional, incluindo a Europa.
- A empresa anunciou investimento de quase £1,8 bilhão na Europa para infraestrutura de recarga rápida de cinco minutos.
- A BYD planeja iniciar montagem de carros em uma nova fábrica na Hungria no quarto trimestre deste ano; a segunda unidade na Europa está em estudo.
- A produção na União Europeia é prioridade para reduzir tarifas impostas pela UE a veículos elétricos chineses; o projeto na Turquia foi pausado para concentrar esforços na Europa.
- Em 2025, a Toyota foi a maior vendedora global de carros com 11,3 milhões de unidades, enquanto a BYD vendeu 4,8 milhões; no ano anterior, a BYD já havia superado a Tesla como maior fabricante mundial de veículos elétricos por vendas.
A BYD, fabricante chinesa de veículos elétricos, afirmou que busca tornar-se a maior montadora do mundo em cinco anos. A meta, segundo o fundador e presidente Wang Chuanfu, depende de avanços rápidos em tecnologia de baterias, carregamento ultrarrápido e ampliada produção no exterior, incluindo a Europa.
A empresa encerrou o último ano superando a Tesla em termos de vendas de EVs. Em maio, a BYD registrou exportações recordes, com mais de 160 mil veículos vendidos no exterior, queda de 80% em relação ao ano anterior. A meta para 2024 é vender 1,5 milhão de veículos além da China, aumento de mais de 40%.
A BYD anunciou hoje o investimento de quase 1,8 bilhão de libras esterlinas na Europa para desenvolver infraestrutura de carga rápida de cinco minutos para seus carros.
Expansão europeia e produção local
A executiva sênior internacional da BYD, Stella Li, informou a jornalistas em Londres que a empresa iniciará a montagem de veículos em uma nova fábrica na Hungria no quarto trimestre deste ano. Também disse que a BYD interrompeu as obras de uma instalação na Turquia para concentrar produção na UE, onde veículos montados localmente ajudam a evitar tarifas.
Hungria aparece como prioridade no momento, ressaltou Li. A segunda prioridade é localizar uma segunda unidade de produção na Europa. A BYD já tem trabalho em curso para estabelecer operações no continente, visando aprofundar a presença local e reduzir custos de exportação.
Recentemente, surgiram alegações de que leis trabalhistas da UE estariam sendo violadas na fábrica húngara, e que solo extraído na região de Szeged teria sido despejado em fazendas vizinhas.
Questões regulatórias e geopolíticas
Autoridades locais sancionaram três empresas ligadas à construção da fábrica, com multas aplicadas a pelo menos uma delas. A China Labour Watch informou sobre as investigações em andamento. Em paralelo, nos EUA, o Pentágono incluiu a BYD em uma lista de empresas chinesas consideradas de interesse para a segurança nacional, sem base factual detalhada apresentada publicamente pelo governo americano.
A resposta da China contesta a inclusão, afirmando que não há fundamentos factuais para a medida. A BYD mantém o foco na expansão global e na competitividade frente a rivais tradicionais, como Toyota, e na consolidação de uma linha de produção europeia mais robusta.
Entre na conversa da comunidade