- O varejo brasileiro perdeu R$ 42,1 bilhões em 2025; as perdas cresceram 15,3% ante o ano anterior, enquanto o faturamento subiu 6,4% para R$ 2,55 trilhões, e o índice de prevenção de perdas ficou em 1,65% (de 1,51%). A cada R$ 61 vendidos, R$ 1 foi perdido (anteriormente era R$ 66 por R$ 1).
- No setor farmacêutico, houve aumento de furtos de medicamentos de alto valor, especialmente análogos de GLP‑1 como Ozempic, com o índice do segmento fechando o ano em 1,24%.
- O formato de lojas de conveniência teve o pior índice entre os formatos, em 3,81%, com alta de 24,5%, influenciado pela pressão de perecíveis e pela prevenção mais fraca.
- Os eletroeletrônicos mostraram pior desempenho relativo, com altas de 278,2% nas perdas totais e 641,8% nas perdas não identificadas (furto e fraude em operações omnichannel).
- Atacarejos registraram queda de 22,8% nas perdas, enquanto artigos esportivos tiveram recuo de 63,2% nas perdas não identificadas, beneficiados por RFID e controles antifurto; magazines regionais mostraram melhoria pela adoção de tecnologia, ao passo que perfumarias tiveram aumento de 319% nas perdas operacionais.
O varejo brasileiro registrou perdas totais de 42,1 bilhões de reais em 2025, segundo a 9ª edição da Pesquisa Abrappe de Prevenção de Perdas, feita em parceria com a Protiviti. O faturamento do setor avançou 6,4%, para 2,55 trilhões de reais, enquanto o volume de perdas subiu 15,3%.
O índice médio de prevenção de perdas ficou em 1,65% em 2025, ante 1,51% em 2024. Na prática, isso significa que, a cada 61 reais vendidos, um real foi perdido, agravando a relação comparada ao ano anterior.
Farmácias e o efeito Ozempic
Entre os segmentos, as farmácias destacaram o aumento de furtos de medicamentos de alto valor, especialmente os análogos GLP-1, como Ozempic. O índice do varejo farmacêutico ficou em 1,24% em 2025, estável no geral, apesar do impacto pontual.
Conveniência e varejo de itens de alta rotatividade também sofreram com perdas expressivas
As lojas de conveniência tiveram o pior índice entre formatos analisados, em 3,81%, com alta de 24,5%. A variação é atribuída à pressão de perecíveis e à menor eficácia dos mecanismos de prevenção. A possibilidade de demanda deslocada por itens de emagrecimento também foi citada como fator relevante.
Eletroeletrônicos sob impacto intenso
O segmento de eletromóveis mostrou pior desempenho relativo: altas de 278,2% nas perdas totais e 641,8% nas perdas não identificadas, relacionadas a furtos e fraudes em operações omnichannel.
Varejo com resultados positivos em tecnologia de prevenção
Alguns formatos registraram redução de perdas: atacarejos tiveram queda de 22,8%, tornando-se o mais eficiente na gestão das perdas. Artigos esportivos mostraram recuo de 63,2% nas perdas não identificadas, fruto do uso de RFID e controles antifurto. Magazines regionais também apresentaram melhorias, associadas ao investimento em tecnologia como RFID e analytics.
Perfumarias, ao contrário, registraram alta expressiva de 319% nas perdas operacionais, associadas a problemas de validade, manipulação e exposição de produtos.
Resultados serão apresentados em junho
Os dados de 2025 serão divulgados publicamente no Fórum Abrappe de Prevenção de Perdas, marcado para 10 de junho de 2026, na Arena Magalu, em São Paulo, com programação das 12h às 22h.
A Abrappe afirma que o aumento das perdas supera o crescimento do próprio varejo: o setor deve tratar a prevenção de perdas como prioridade, dada a relação entre o crescimento de faturamento e o impacto financeiro das perdas. Fonte: Abrappe e Protiviti.
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