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Sistema de quotas da UE pode dizimar indústria siderúrgica ucraniana, diz chefe

Diretor executivo da Metinvest alerta: quotas da UE podem dizimar a indústria siderúrgica ucraniana e pressionar o orçamento do país

An employee works at Zaporizhstal iron and steel works in Ukraine, partly owned by Metinvest.
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  • O chefe da Metinvest, Yuriy Ryzhenkov, afirmou que o novo sistema de cotas da UE, com entrada prevista para 1º de julho, pode “matar a indústria siderúrgica ucraniana”.
  • A União Europeia reduziu pela metade as cotas de aço que entram sem tarifas e impôs tarifa de 50% sobre importações acima da alocação, em resposta ao excesso global de aço.
  • A Ucrânia enfrenta o desafio adicional da guerra, que restringe mercados e eleva custos com ataques à infraestrutura, empurrando siderúrgicas a maior integração com a Europa.
  • As cotas poderiam reduzir as receitas tributárias do governo ucraniano, equivalentes a centenas de milhões de libras, prejudicando o esforço de defesa.
  • Além das cotas, há a cobrança do mecanismo de ajuste de carbono (carbon border adjustment mechanism) para punir aço produzido com tecnologia de alto impacto ambiental.

O sistema de quotas de aço da União Europeia pode colocar em risco a indústria ucraniana, alertou o CEO da Metinvest, maior siderúrgista do país. As novas medidas entram em vigor em 1º de julho.

Segundo Yuriy Ryzhenkov, as quotas da UE podem “matar a indústria siderúrgica ucraniana”, ressaltando que o país não representa uma ameaça relevante para o setor europeu. A crítica ocorre em meio a um cenário de sobras globais de aço.

A UE adotou medidas protecionistas para enfrentar o excedente de aço, causado pela produção na China. As quotas reduzem as remessas livres de tarifas e elevam o imposto para importações acima de cada alocação, em até 50%.

Para a Ucrânia, o risco se agrava pela guerra desde 2022, que restringiu mercados alternativos e elevou custos de infraestrutura. A Metinvest é apontada como o maior contribuidor privado para os cofres do governo, via impostos.

Além das quotas, as importações ainda enfrentam o mecanismo de ajuste de carbono da UE, que penaliza o uso de tecnologias de forno de reação mais poluentes, elevando o custo de produção.

A empresa de Akhmetov defende que a medida corta receitas fiscais relevantes para o financiamento da guerra e a ajuda humanitária, pressionando as finanças públicas do país. A discussão segue no âmbito das negociações com parceiros comerciais.

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