- Aclara negocia financiamento com a International Development Finance Corporation (DFC) para apoiar o projeto de terras raras no Chile, após feedback inicial positivo da instituição.
- A meta é replicar o modelo de financiamento obtido no Brasil, em que a DFC apoiou um acordo de US$ cinco milhões, conforme afirmou o CEO Ramon Barua.
- Mudanças recentes nas regras ampliaram a elegibilidade de financiamentos para países de renda mais alta, como o Chile, facilitando o diálogo com a DFC.
- O Chile aprovou ambientalmente o projeto na segunda-feira, abrindo caminho para o início da extração de terras raras pesadas em 2028, dependente de licenças, financiamento e acordos com clientes.
- Aclara planeja uma estratégia de US$ 1,5 bilhão para conectar minas latino-americanas à capacidade de processamento dos EUA, com potenciais compradores entre montadoras dos EUA, Europa, Japão e Coreia do Sul.
Aclara negocia financiamento dos EUA para mina de terras raras no Chile, segundo o CEO. A empresa discute com a International Development Finance Corporation (DFC) a possibilidade de replicar no Chile o modelo de financiamento adotado no Brasil. A meta é iniciar a extração em 2028, sujeita a licenças, financiamento e acordos com clientes.
Barua afirmou que houve feedback inicial positivo da DFC após mudanças regulatórias ampliarem elegibilidade para países de renda mais alta, como o Chile. O objetivo é replicar o acordo de US$ 5 milhões já firmado com a DFC no Brasil.
A diretora de Políticas da DFC, Caroline Vik, manteve contatos com autoridades locais e representantes do setor privado em Santiago na semana passada, incluindo uma reunião com a federação empresarial na qual a Aclara participou. A visita ocorreu após um acordo EUA-Chile sobre minerais críticos em abril.
Financiamento com DFC
A Aclara, parcialmente controlada pelo Grupo Hochschild e pela CAP do Chile, busca financiar um projeto de US$ 1,5 bilhão que liga minas latino-americanas à capacidade de processamento dos EUA. Os representantes da indústria estimam potenciais compradores para ímãs de terras raras.
No Chile, a empresa recebeu a aprovação ambiental final para o projeto, segundo Barua. A etapa regulatória ocorre no momento em que a empresa avança em tratativas com compradores de alto interesse internacional, incluindo montadoras dos EUA, Europa, Japão e Coreia do Sul.
No Brasil, a DFC apoiou o estágio de viabilidade em troca de uma opção de investimento futura. O CEO afirmou que esse modelo pode ser replicado no Chile, desde que haja as devidas condições de financiamento e acordo com clientes.
Avanços regulatórios e clientes
As negociações com a DFC seguem em paralelo à aproximação com potenciais compradores de ímãs. Enquanto as conversas avançam, os reguladores chilenos confirmaram a aprovação ambiental final para o projeto. A Aclara mantém o estágio de desenvolvimento alinhado aos prazos de 2028, sujeito a licenças e contratos de demanda.
Entre na conversa da comunidade