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Do front europeu ao terroir paulistano, a crônica de um importador

Do front europeu ao terroir paulistano, Geoffroy de la Croix transforma paixão familiar em importadora pioneira de vinhos naturais no Brasil

Geoffroy de la Croix – foto: divulgação
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  • Geoffroy de la Croix, jurista de formação, criou a importadora DelaCroix após mudar-se para São Paulo e dedicar-se ao vinho.
  • A casa escolheu um portfólio inaugural de dez produtores artesanais, selecionados entre cerca de seiscentos rótulos, com foco em vinhos naturais e biodinâmicos.
  • Nos primeiros anos, a importadora atuou em Pinheiros; hoje tem espaço nos Jardins que funciona como restaurante e salão para eventos.
  • Mantém ligação estreita com o Domaine Comte Armand, na Borgonha, participando de degustações e da transição técnica de comando.
  • Anunciou a chegada de dois produtores da Borgonha, Domaine Castagnier e Domaine Buisson-Charles, vizinhos aos vinhedos do Comte Armand; também planeja envolver as filhas no negócio e pensa em abrir um restaurante.

Geoffroy de la Croix, importador brasileiro, transformou uma história familiar em negócio no ramo de vinhos finos. Da Borgonha ao Brasil, ele fundou a DelaCroix após uma trajetória acadêmica em Direito e uma mudança de vida marcada por encontros familiares e viagens entre continentes.

O storytelling familiar aponta raízes fortes na Borgonha, com o domaine Comte Armand e a tradição vinícola vindo de gerações. O bisavô Abel Armand participou de negociações secretas em 1917, enquanto o avô Roger foi figura-chave na memória do paladar da família.

Geoffroy estudou Direito em Paris, fez doutorado e foi para os EUA aplicar-se ao mercado americano. Em Nova York conheceu Beatriz, advogada brasileira, e o casamento na Bahia consolidou a mudança para o Brasil, com residência em São Paulo.

Na capital paulista, o profissional atuou como consultor jurídico em operações comerciais, mas buscava participação mais ativa. Em entrevista casual durante almoço, ele explicou a decisão de migrar para o setor de vinhos.

A partir daí nasceu a DelaCroix, importadora que leva o próprio sobrenome. O objetivo foi combinar memória afetiva com rede de contatos europeia, oferecendo algo distinto no mercado brasileiro de vinhos finos.

Para montar o portfólio inicial, Geoffroy contou com a orientação de um sommelier que já serviu o ex-presidente Jacques Chirac. Entre cerca de 600 rótulos, foram selecionados 10 produtores artesanais, com ênfase em vinhos naturais e biodinâmicos.

A aposta em vinhos naturais definiu a identidade da importadora, que se tornou precursora no segmento no Brasil, antes da maior disseminação global do tema. O lançamento aconteceu com uma operação modesta, em Pinheiros, sem grandes estruturas logísticas.

Hoje, a DelaCroix se estabeleceu nos Jardins, com espaço que funciona também como restaurante e área para eventos aos sábados. Geoffroy mantém forte conexão com o Domaine Comte Armand, visitando a Borgonha para degustações e atualização técnico-operacional.

Entre novidades, o grupo Borgonha ganha reforço com o Domaine Castagnier e o Domaine Buisson-Charles, cujos vinhedos ficam perto do patrimônio do Comte Armand. A proximidade geográfica reforça o portfólio com parcelas contíguas.

Um desafio atual é envolver as filhas na experiência das colheitas na Borgonha, replicando a imersão que marcou a infância. O empresário afirma trabalhar para transmitir esse vínculo familiar, além de considerar a abertura de um restaurante.

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