- Com a Copa do Mundo de 2026, as figurinhas voltam a ser um fenômeno global, ligando nostalgia, escassez, tecnologia e senso de pertencimento.
- Editoras passaram a incluir figurinhas paralelas e holográficas, mudando a dinâmica do álbum e valorizando peças mais raras.
- A figurinha mais difícil de obter ganha valor simbólico e financeiro, alimentando o interesse dos colecionadores.
- A troca ocorre tanto presencialmente quanto em plataformas digitais, como grupos de WhatsApp, marketplaces e comunidades online.
- Na Argentina, houve sinalização de demanda elevada e revenda online em edições anteriores; com sedes nos Estados Unidos, México e Canadá, a tendência pode crescer com novas gerações de colecionadores.
A Copa do Mundo de 2026 reacende o fenômeno global das figurinhas, com milhões de fãs abrindo pacotes na expectativa de encontrar a edição mais valiosa. O ritual volta a ganhar força mesmo em meio a mudanças de produção e de consumo.
Editoras de álbuns passaram a incluir figurinhas paralelas e holográficas, alterando a dinâmica tradicional. Não basta completar o álbum; cresce a busca pela figurinha especial, de circulação restrita e alto valor simbólico.
O interesse segue intenso na América do Sul, especialmente na Argentina, onde o futebol é parte da cultura. Em 2022, na Copa do Catar, houve escassez de estoques, redes de troca ativas e figurinhas revendidas a preços elevados.
Com a Copa de 2026, que terá sedes nos Estados Unidos, México e Canadá, a expectativa é de ampliar esse movimento. Comunidades digitais, plataformas de revenda e novas gerações de colecionadores devem impulsionar a prática.
A tecnologia ampliou o ritual: a troca passou a ocorrer também em grupos de WhatsApp, marketplaces e comunidades online, sem substituir o encontro presencial. O equilíbrio entre experiência física e digital ganha destaque.
Do ponto de vista do consumo, marcas que criam experiências emocionais, exclusividade e participação coletiva fortalecem vínculos com o público. O álbum permanece, mas as regras mudaram.
A essência continua a ser o mesmo: abrir pacotes, colecionar e compartilhar a emoção. Agora, porém, qualquer pessoa pode comprar pacotes, enquanto poucas figurinhas chegam a ser o tal bilhete dourado.
Fonte: reportagem publicada originalmente pela Forbes, com foco no mercado de figurinhas e no impacto da Copa do Mundo de 2026.
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