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Marketing da Starbucks gera boicotes em massa na Coreia do Sul

Promoção Tank Day da Starbucks, vinculada ao 18 de maio, gera boicotes, demissões e investigação na Coreia do Sul

People in Seoul put stickers on an image of the Shinsegae chairman Chung Yong-jin, whose company operates Starbucks in South Korea, during a rally calling for a boycott of the coffee chain in Seoul.
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  • Starbucks Korea lançou a campanha Tank Day, em 18 de maio, para promover a linha Tank de copos, vinculando a promoção à ideia de maior volume de café.
  • A data é o aniversário do massacre de Gwangju de 1980, o que gerou revolta de familiares e organizações que pedem respeito à memória e à democracia.
  • A empresa cancelou a promoção horas após o lançamento; o CEO, Son Jeong-hyun, foi demitido no mesmo dia, e o chairman Chung Yong-jin pediu desculpas.
  • Consumidores destruíram copos e tumbler, e houve demanda por reembolso de cartões pré-pagos; os volumes de pagamentos com cartão caíram cerca de 26% em uma semana.
  • O caso provocou reação do governo e de partidos, com suspensão de parcerias e controvérsias políticas sobre responsabilidade corporativa e memória histórica.

A Starbucks na Coreia do Sul enfrentou uma crise de imagem após anunciar a promoção de uma linha de copos tumbler chamada Tank Day. O lançamento ocorreu em 18 de maio, dia que coincidiu com o aniversário de acontecimentos marcantes na história democrática do país. A campanha de marketing foi cancelada poucas horas depois de ser tornada pública.

A controvérsia envolveu a escolha do tema e o uso de símbolos associados a um massacre ocorrido em Gwangju em 1980. A data 5/18, usada pela promoção, remete ao período de repressão militar e causou indignação entre grupos de defesa da democracia, famílias de vítimas e parte da população.

O episódio levou à demissão do CEO da Starbucks Korea, Son Jeong-hyun, no mesmo dia do lançamento, e a posterior demissão de outras lideranças. A empresa pediu desculpas publicamente, reconhecendo erro e prometendo medidas de ética e conscientização histórica.

O impacto alcançou autoridades e instituições na Coreia do Sul. Ministérios cortaram relações com a rede, e o governo suspendeu parcerias e pedidos de cartões-presente da Starbucks. Há relatos de lojas que registraram protestos e clientes pediram reembolso de créditos pré-pagos.

Dados de mercado indicaram queda no volume de pagamentos com cartão nas lojas, com retração de cerca de 26% em uma semana. Também houve demanda por reembolsos de saldo pré-pago estimado em centenas de bilhões de won.

Especialistas destacaram que o episódio expôs tensões entre memórias históricas e práticas de marketing, ressaltando a necessidade de sensibilidade institucional. Analistas ressaltam que a repercussão pode persistir enquanto não houver revisão de padrões internos.

A Shinsegae Group, controladora da Starbucks Korea, publicou um pedido de desculpas público, com promessas de melhoria nos controles internos. A Starbucks Corporation, licenciadora da marca, também manifestou pesar pelo incidente e reiterou o compromisso com padrões éticos.

Autoridades e organizações de memória da democracia locais criticaram as justificativas apresentadas e continuam acompanhando o desenrolar do caso. A defesa de políticas públicas relacionadas a 5/18 permanece como tema de debate nacional.

Pesquisadores e observadores políticos indicam que o episódio ilustra divisões profundas na sociedade sul-coreana sobre memória histórica, responsabilização de empresas e responsabilidade institucional no trato de eventos sensíveis. A continuidade da discussão é considerada provável.

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