- Emprego nos EUA cresceu em maio, com 172 mil vagas criadas fora do setor agrícola; abril foi revisado para cima, a 179 mil.
- A taxa de desemprego permaneceu em 4,3% pelo terceiro mês consecutivo.
- Economistas avaliavam expectativa de cerca de 85 mil vagas, ficando abaixo do ganho observado em maio.
- O Federal Reserve pode manter os juros estáveis, diante de inflação em torno de 3,8% e do cenário econômico.
- Stimulus fiscal ampliou lucros corporativos e ajudou a evitar demissões; tensões no Oriente Médio ainda não geraram impactos significativos no mercado de trabalho.
O departamento do Trabalho dos EUA informou nesta sexta-feira 5 que o payroll de maio abriu 172 mil vagas fora do setor agrícola, abaixo do esperado por economistas. Em abril, a leitura revisada apontou 179 mil novas vagas. A taxa de desemprego manteve-se em 4,3% pelo terceiro mês seguido, sinalizando estabilização do mercado.
A maioria das vagas criada veio do setor de serviços, enquanto a construção e a indústria apresentaram ganhos menores. As informações indicam uma continuidade do impulso econômico, ainda diante de incertezas globais e restrições de imigração que afetam a oferta de trabalho.
Especialistas destacam que a inflação ocorre próximo de 3,8% e as expectativas inflacionárias seguem pressionadas. A leitura sugere que o Fed pode manter juros estáveis diante do cenário atual, mesmo com pressionões provocadas pelo conflito envolvendo o Irã.
Perspectivas para juros e inflação
Para o economista André Valério, do Inter, a taxa de desemprego estável reflete a oferta de trabalho. Ele aponta que o equilíbrio entre criação de vagas e participação no mercado é reduzido pela menor entrada de trabalhadores.
Valério acrescenta que a prioridade do Fed continua combater a inflação. Se o choque inflacionário do petróleo for temporário, o banco central pode manter os juros estáveis até uma normalização internacional.
Analistas ressaltam que, apesar de as tensões no Oriente Médio elevarem preços de petróleo e commodities, não há evidências de efeito relevante no emprego até o momento. No curto prazo, a trajetória de política monetária dependerá de novos dados de inflação e do ritmo da atividade econômica.
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