- Caryn Seidman Becker comprou a Clear em falência, em 2008, por US$ seis milhões, adquirindo ativos e as impressões digitais de 190 mil pessoas.
- Hoje, a empresa opera em sessenta aeroportos dos EUA, tem receita de US$ novecentos milhões e lucro líquido de US$ cento e sessarenta e oito milhões em dois mil e vinte e cinco, com valor de mercado em US$ sete milhão e seiscentos milhões; a participação de 14,5% da CEO vale US$ um bilhão e cem milhões.
- O serviço de identidade biométrica funciona com assinatura de US$ 209 por ano, acelerando a passagem pela segurança para membros.
- A Clear expandiu para estádios e parcerias com empresas como DocuSign, LinkedIn e Uber; remunera aeroportos parceiros e firmou contrato de US$ seis milhões com o Medicare para acesso com selfie. A American Express mantém apoio, com assinaturas gratuitas para clientes Platinum.
- No setor de saúde, grandes sistemas, como Hackensack Meridian e Wellstar, passaram a usar a tecnologia para check-in e confirmação de identidade, enquanto a empresa enfatiza privacidade e não venda de dados; o mercado enxerga potencial de crescimento, apesar de concorrência com LexisNexis, Experian, Apple e Google.
Caryn Seidman Becker comprou a Clear em relação à falência e hoje a empresa está entre as bilionárias self-made mais ricas dos EUA. A executiva, que lidera a companhia, ampliou o uso da biometria para além de aeroportos, chegando a consultórios médicos e estádios.
A história da Clear começa na falência da empresa durante a crise de 2008. Becker adquiriu ativos e as impressões digitais de 190 mil pessoas por 6 milhões de dólares. Hoje, a empresa opera em 60 aeroportos americanos, com receita de 900 milhões de dólares em 2025 e lucro de 168 milhões.
Fundada há 16 anos, a Clear tornou-se lucrativa após parcerias estratégicamente importantes. Delta e American Express contribuíram para o crescimento, com a AmEx mantendo participação na companhia. O valor de mercado atual supera 7,6 bilhões de dólares, elevando Becker a uma participação de cerca de 14,5%.
A CEO afirma que o serviço de verificação de identidade facilita viagens e agrega valor aos aeroportos parceiros. Em 2025, a empresa pagou 128 milhões de dólares a esses aeroportos, destacando o benefício financeiro do modelo para os parceiros.
Desafios e perspectivas
A assinatura ativa para uso em aeroportos cresceu apenas 6% em 2025, sinalizando limites de expansão no curto prazo. A empresa depende de regulamentações públicas e da necessidade de verificação de identidade, o que pode restringir o crescimento.
A TSA e a privatização do setor de segurança geram debates sobre o futuro da verificação de identidades em pontos de controle. Analistas apontam que o negócio pode enfrentar mudanças regulatórias que impactem o modelo atual.
Além de aeroportos, a Clear expande para saúde, governo e varejo. Grandes redes hospitalares e serviços como Medicare já testam a plataforma para check-ins médicos, login em contas e validação de identidade. O objetivo é reduzir fraudes e agilizar procedimentos.
Em 2025, 41 milhões de pessoas estavam cadastradas na plataforma, com crescimento de 31% em relação ao ano anterior. A empresa também ampliou seus usos para além de aeroportos, incluindo integração com serviços corporativos.
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