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Consumidores britânicos voltam às ruas comerciais com tempo quente e alívio da guerra

Varejo britânico registra alta no fluxo de clientes em maio, revertendo queda de abril; ruas de comércio tradicional lideram a recuperação, mesmo com calor intenso

Shopping crowd of people in a busy Oxford Street
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  • Em maio, o tráfego de clientes no varejo do Reino Unido caiu 2,6% em relação a maio de 2025, segundo a British Retail Consortium, após queda mais acentuada em abril.
  • As vendas no varejo de rua cresceram 3,4% na comparação anual, conforme a BDO.
  • As high streets registraram queda menor (1,7%), Enquanto os shopping centers recuaram 2,4%.
  • A confiança do consumidor aumentou em maio, com o índice YouGov/Centre for Economics and Business Research chegando a 104,9, alta de 2,6 pontos.
  • Economistas apontam cenário misto: o OECD prevê crescimento de 0,9% para este ano, com desemprego em 5% e expectativas de aumento de tarifas de energia, enquanto varejistas aguardam impactos de curto prazo com a Copa do Mundo.

As vendas no varejo britânico voltaram a crescer em maio, após queda em abril. Pesquisas apontam aumento da confiança do consumidor e maior circulação de pessoas nas ruas, mesmo diante do aperto salarial.

Segundo o British Retail Consortium (BRC) e estudo da BDO, o movimento de clientes subiu em maio, invertendo a queda de abril. As contas apontam alta de 3,4% nas vendas totais no varejo de rua frente a maio de 2025.

Ainda assim, o BRC registra que o fluxo de clientes caiu 2,6% em maio ante o mesmo mês do ano anterior, mas melhora em relação à queda de 10,7% observada em abril. Os números destacam diferenças entre tipos de pontos de venda.

O que mudou no desempenho por tipo de espaço

O levantamento do BRC aponta que as ruas comerciais tiveram recuo menor, com queda de 1,7%, enquanto centros comerciais registraram recuo maior, de 2,4%. O setor de varejo de rua, portanto, foi o menos impactado entre os formatos analisados.

A executiva-chefe do BRC, Helen Dickinson, afirmou que houve melhoria expressiva em relação a abril, ainda que o total permaneça abaixo do ano anterior. Temperaturas elevadas no fim de maio também influenciaram o comportamento dos consumidores.

Perspectivas e fatores econômicos

A YouGov e o Centre for Economics and Business Research indicaram que a confiança do consumidor subiu 2,6 pontos em maio, para 104,9, a maior alta em cinco anos. A percepção sobre finanças familiares e o mercado de habitação também melhoraram.

Economistas avaliam que os índices apontam menor piora da economia britânica diante do cenário externo. A OCDE projetou crescimento de 0,9% para o Reino Unido neste ano, embora o desemprego tenha aumentado para 5% e as contas de energia devam subir.

BDO e BRC destacam que o setor varejista enfrenta desafios contínuos, desde aumentos de impostos até conflitos internacionais e custos de energia. Mesmo assim, há esperança de reação local com eventos sazonais, como a Copa do Mundo.

Sophie Michael, chefe de varejo da BDO, ressaltou que a incerteza global pode cancelar ganhos pontuais. A recomendação é que varejistas se preparem para custos ainda maiores e apertem o ritmo diante de mudanças externas.

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