- A Microsoft anunciou que vai reforçar controles de direitos humanos ao trabalhar com agências de segurança nacional após investigação sobre o uso israelense de sua nuvem para vigilância em massa de palestinos.
- A conclusão da investigação, divulgada na quinta-feira, traz novas medidas, incluindo mudanças na supervisão de funcionários com clearance de segurança emitido por governos estrangeiros.
- A empresa já havia bloqueado o acesso da agência militar israelense à nuvem e à IA após relatos de que a Unidade 8200 violou os termos de serviço da Microsoft.
- O resumo da investigação menciona medidas como revisão de contratos envolvendo segurança nacional e melhoria da gestão de autorizações de segurança em determinados países.
- As divulgações surgiram após o Guardian revelar que a plataforma Azure era usada para armazenar chamadas interceptadas de palestinos; houve protestos e pressão de acionistas e entidades por mais transparência.
A Microsoft anunciou que vai endurecer controles de direitos humanos ao trabalhar com agências de segurança nacional, depois de apurar como o Exército de Israel usou sua nuvem para a vigilância em massa de palestinos. A conclusão do inquérito foi divulgada nesta semana.
A empresa informou ter adotado novas medidas para fortalecer a governança de direitos humanos, incluindo mudanças na supervisão de funcionários com autorizações de segurança emitidas por governos estrangeiros. O inquérito foi iniciado após uma investigação do Guardian com parceiros locais.
O jornalismo revelou que o Exército de Israel utilizou a plataforma de nuvem da Microsoft para armazenar milhões de ligações interceptadas de palestinos. O acesso à nuvem e a serviços de IA do Exército foi cortado pela Microsoft após descobertas iniciais.
Desdobramentos do inquérito
Segundo a Microsoft, as constatações factuais permanecem, e o documento apresenta recomendações para aprimorar a governança de direitos humanos. O relatório detalha medidas para melhorar a avaliação de contratos ligados à segurança nacional antes de sua assinatura.
A empresa também indicou mudanças na gestão de autorizações de segurança em determinados países, além de revisar políticas de uso aceitável com clientes diante de mudanças políticas ou de projetos sensíveis. O objetivo é ampliar a diligência de direitos humanos em áreas de alto risco.
A Microsoft afirma que não fornece tecnologia para facilitar a vigilância em massa de civis. Em resposta, houve protestos nos EUA e na Europa, além de pressão de acionistas e de organizações da sociedade civil para maior transparência sobre negócios com clientes militares israelenses.
Contexto corporativo e mercado
A decisão ocorre em meio a questionamentos internos sobre a atuação de funcionários da subsidiária de Israel e possíveis conflitos entre responsabilidades corporativas e apoio ao Exército local. Além disso, houve mudanças na liderança da unidade israelense após controvérsias éticas.
Relatos de imprensa indicam que alguns funcionários e gerentes da unidade de Tel Aviv teriam ligações com a unidade de espionagem de Israel, conhecida como Unit 8200. A conclusão do inquérito não cita nomes nem detalhes pessoais.
No recente anuncio, a Microsoft descreve o que classificou como “final update” para encerrar o episódio. A vareação de protocolos visa evitar repetição de incidentes semelhantes no futuro e ampliar a supervisão de projetos com implicações de direitos humanos.
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