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EUA pressionam Brasil sobre imposto de serviços digitais, diz Bessent

EUA pressionam Brasil contra impostos sobre serviços digitais, em meio a anúncio de tarifas sobre produtos brasileiros

O Secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que o país pressiona o Brasil contra adoção de tributos sobre serviços digitais. (Foto: WILL OLIVER/EFE/EPA)
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  • O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que Washington tem pressionado o Brasil e outros parceiros contra impostos sobre serviços digitais.
  • Bessent citou nominalmente o Brasil ao falar da estratégia dos EUA para frear iniciativas que afetam empresas americanas de tecnologia.
  • Segundo ele, os EUA defendem interesses de suas companhias de tecnologia em negociações comerciais, alegando não poderem ser prejudicadas.
  • Os EUA anunciaram tarifas sobre produtos importados do Brasil, com propostas de sobretaxa de 25% a partir de 15 de julho e, depois, tarifa de 12,5% em produtos de Brasil e outros países.
  • A tarifa de 12,5% será objeto de audiência pública em 7 de julho, em Washington, para decidir se é mantida, alterada ou rejeitada.

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou em audiência na Câmara dos Representantes que Washington tem pressionado o Brasil e outros parceiros contra a adoção de impostos sobre serviços digitais, conhecidos como imposts sobre serviços digitais.

Bessent citou nominalmente o Brasil ao explicar a estratégia dos EUA de enfrentar iniciativas que, segundo ele, prejudicam empresas americanas de tecnologia. Ele afirmou que o objetivo é defender o ecossistema de tecnologia americano.

O secretário ressaltou que os EUA defendem os interesses de suas companhias em negociações comerciais, alegando possuir o maior ecossistema de tecnologia e inovação do mundo e que não podem ser prejudicadas.

O anúncio ocorre no mesmo período em que o USTR sinalizou novas tarifas sobre importações provenientes do Brasil. Uma sobretaxa de 25% foi sugerida para certos produtos, com efeito a partir de 15 de julho.

Também houve proposta de tarifas de 12,5% sobre produtos do Brasil e de outros países, em razão de falhas no combate ao uso de trabalho forçado no transporte de mercadorias para o mercado americano.

A decisão sobre as tarifas deve passar por uma audiência pública prevista para 7 de julho em Washington, após a qual o governo americano definirá se aplica, modifica ou deixa a tarifa em aberto.

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