- Os Estados Unidos anunciou possível imposição de tarifas entre dez% e 12,5% a mais de sessenta países, incluindo parceiros da Norteamérica, sob justificativa de combate ao trabalho forçado, antes da revisão do TMEC.
- Canadá e México solicitaram a extensão do TMEC por mais 16 anos, em meio às negociações trilaterais.
- Na primeira rodada de consultas sobre a revisão, foram discutidas regras de origem para veículos, aço e alumínio, com prioridade dos EUA em elevar participação de conteúdo norte-americano.
- Atualmente, veículos na região precisam de 75% de conteúdo regional; a proposta norte-americana busca que mais da metade do carro tenha manufatura estadounidense, afetando Canadá e México.
- México é o principal parceiro comercial dos EUA, com exportações superiores a 500 bilhões de dólares por ano; no primeiro trimestre, as vendas externas cresceram 5% em relação a 2025.
Estados Unidos avança com uma agendas de medidas econômicas e revisão trilateral do TMEC. O governo anunciou tarifas entre 10% e 12,5% para mais de 60 países, sob a alegação de combate ao trabalho Forçado. México e Canadá pedem extensão do acordo por 16 anos.
Em paralelo, a semana passada houve a primeira rodada de negociações em Cidade do México sobre o TMEC. O foco principal foi nas regras de origem automotiva, além de aço, alumínio e segurança econômica. Fontes próximas às mesas indicam prioridade de elevar o conteúdo automotivo norte‑americano.
O Governo americano divulgou que o objetivo é reduzir o déficit comercial com o México e fortalecer cadeias de suprimento dos EUA. O pedido envolve transformar o conteúdo nacional em critério predominante, o que afetaria Canadá e México.
Regras de origem e impasse
A regra atual exige 75% de conteúdo regional para benefícios do TMEC. A proposta norte‑americana, publicada pelo The Wall Street Journal, aponta para mais da metade do veículo com produção norte‑americana. O impacto seria um deslocamento de foco de conteúdo para produtores dos EUA.
Cronograma de negociações
Embora pareça trilateral, as tratativas com o México avançam de forma bilateral. Canadá ainda não foi chamado para as negociações formais, com encontros marcados para junho e uma rodada em julho no México. O ambiente é descrito como cordial, mas com mensagens de tensão econômica.
Contexto mexicano e perspectivas
O México é o principal parceiro comercial dos EUA, com exportações que passaram de US$ 500 bilhões no último ano. Altos encargos sobre aço, automotivos e alumínio permanecem em debate, mesmo com o TMEC. Emissões de sinalizações indicam cautela em abrir mão de vantagens comerciais.
Olhar estratégico
Especialistas alertam que, sem consenso até julho, o TMEC pode seguir vigente com ajustes no cronograma de revisões. O governo mexicano vale a prudência e busca preservar as vantagens industriais, ao tempo em que avalia pressões de Washington sobre segurança, narcotráfico e migração.
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