- Em maio, o superávit da balança comercial foi de US$ 7,823 bilhões, com exportações de US$ 31,904 bilhões e importações de US$ 24,081 bilhões.
- No acumulado de janeiro a maio, o saldo ficou em US$ 32,662 bilhões, com exportações de US$ 148,571 bilhões e importações de US$ 115,908 bilhões.
- Os principais impulsos vieram de soja e cobre, além de melhoria em carne bovina, combustíveis e ouro não monetário, conforme itens que puxaram as exportações em maio.
- Por setor, agropecuária avançou 9,8%, indústria extrativa caiu 1,9% e indústria de transformação subiu 9,0%.
- Para 2026, o Ministério projeta superávit de US$ 72,1 bilhões, com exportações de US$ 364,2 bilhões e importações de US$ 280,2 bilhões, com divulgação prevista para julho.
O superávit comercial brasileiro aumentou 10,8% em maio, alcançando US$ 7,823 bilhões. O resultado ocorreu com exportações US$ 31,904 bilhões e importações US$ 24,081 bilhões, impulsionados principalmente pelos preços e volumes de soja e cobre. Este é o quarto maior saldo para maio desde o início da série histórica, atrás apenas de 2023, 2021 e 2024.
A medida contribuiu para um acumulado de US$ 32,662 bilhões nos primeiros cinco meses de 2026, 34,2% acima de igual período de 2025. As exportações no período somaram US$ 148,571 bilhões e as importações US$ 115,908 bilhões, com o saldo também entre os três maiores da trajetória histórica para o biênio.
Acumulação e contexto
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) atribui o desempenho à recuperação de commodities e à base de comparação para o mês. No mês, apenas maio de 2023 registrou saldo maior, segundo a leitura da série histórica.
Setores e composição da balança
Na pauta setorial, agropecuária registrou alta, puxada por soja e milho, enquanto petróleo e minério de ferro pressionaram a indústria extrativa. A indústria de transformação também contribuiu positivamente, com avanços em várias linhas de produtos.
Produtos-alavanca em maio
Entre os itens, soja liderou o crescimento, seguido pelo minério de cobre e porovina de óleo bruto no exterior. Do lado oposto, o petróleo bruto registrou queda de volume, compensada parcialmente pela alta de preço. Na agropecuária, houve recuo no café.
Importações e principais agregados
As importações cresceram principalmente por veículos e insumos para transporte, com destaque para fertilizantes, carvão não adicionado e itens de indústria extrativa. O aporte de empréstimos, fertilizantes e componentes industriais impactou o conjunto de 2026.
Projeções para o ano
O Mdic projeta superávit de US$ 72,1 bilhões em 2026, com exportações previstas em US$ 364,2 bilhões e importações em US$ 280,2 bilhões. As estimativas devem ser atualizadas em julho, quando são divulgadas novas perspectivas da balança comercial.
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