- PMI composto da zona do euro ficou em 48,5 em maio, abaixo de 50 indica contração e menor leitura desde novembro de 2024.
- Setor de serviços registrou PMI de 47,7, com a atividade do setor privado encolhendo pela segunda vez consecutiva.
- Novos pedidos caíram pelo terceiro mês consecutivo, e as exportações caíram no ritmo mais acelerado neste ano.
- Alemanha e França registraram contrações, enquanto Itália e Espanha tiveram expansão marginal.
- Custos de insumos subiram ao maior ritmo em três anos e meio; preços cobrados pelos clientes atingiram o maior nível em 38 meses, com a inflação de maio em 3,2%.
A atividade do setor privado da zona do euro recuou em maio, na taxa mais acentuada em 18 meses, com queda da demanda por bens e serviços que puxou a produção para baixo pelo segundo mês seguido. As pressões de custo chegaram ao nível mais alto em mais de três anos, segundo a pesquisa PMI da S&P Global.
O PMI Composto da zona do euro caiu para 48,5 em maio, ante 48,8 em abril, menor leitura desde novembro de 2024, mas ficou acima da preliminar de 47,5. O PMI de serviços subiu para 47,7, frente 47,6, ainda abaixo de 50,0, que indica contração.
A queda de novos pedidos avançou pelo terceiro mês consecutivo, com o ritmo de decréscimo sendo o segundo mais severo desde novembro de 2024. A demanda externa foi o principal obstáculo, com exportações recuando no ritmo mais rápido do ano.
Detalhes do PMI
A deterioração ficou concentrada nas duas maiores economias do bloco: Alemanha e França registraram contração na atividade privada. Itália e Espanha apresentaram expansão marginal, sugerindo divergências regionais.
Custos de insumos aceleraram, atingindo o ritmo mais intenso em cerca de três anos e meio. Já os preços cobrados aos clientes chegaram ao nível mais alto em 38 meses, repetindo a terceira leitura consecutiva de alta na inflação de preços de produção.
Contexto de inflação
A curva de inflação associada ao PMI ocorre em meio a dados oficiais de maio, que indicaram inflação anual de 3,2%. A leitura superou a meta de 2% do Banco Central Europeu, contribuindo para expectativas de novas altas, diante de incertezas geopolíticas que afetam combustíveis.
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