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OCDE alerta que economias entram em recessão se bloqueio do Estreito de Ormuz se prolongar

OCDE alerta que o bloqueio de Ormuz pode levar várias economias à recessão; Espanha é a única economia do euro com crescimento de 2,2% em 2026

Varios trabajadores participan en la construcción del centro de datos de Microsoft en Mount Pleasant, Wisconsin, el pasado 18 de septiembre.
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  • A OCDE alerta que a desaceleração global pode levar alguns países à recessão ou perto disso, com o pior cenário apontando PIB mundial de 2,1% em 2026 e 1,8% em 2027, se a guerra no Irã mantiver o estreito de Ormuz fechado até 2027.
  • No cenário base, a OCDE calcula queda de 2,8% no PIB mundial em 2026 e 3,1% em 2027 se a energia recuar apenas com o acordo de paz; fracassar nas negociações retiraria cerca de dois pontos percentuais do crescimento global em dois anos.
  • Os efeitos seriam assimétricos: Asia e países do Golfo seriam os mais afetados pela dependência de energia da região; o fechamento de Ormuz reduz receitas energéticas e elevará custos.
  • Sobre a Espanha, a OCDE eleva a previsão para 2026 a 2,2% (igual ao governo) e mantém 1,7% para 2027; inflação prevista de 3,3% em 2026 e 2,9% em 2027.
  • A dívida pública espanhola deve ficar em 98,5% do PIB em 2026 e 97,3% em 2027; o desemprego deve cair abaixo de 10% no próximo ano; recomendações refletem direcionar cortes de impostos temporários para grupos vulneráveis e fortalecer a produtividade.

A OCDE advertiu que a desaceleração global pode levar algumas economias à recessão ou próxima dela, caso o bloqueio do estreito de Ormuz se prolongue. O relatório projeta crescimento mundial de 2,1% em 2026 e 1,8% em 2027 no pior cenário, com guerra na região em curso até 2027.

Entre os fatores, a instituição aponta impactos desiguais, destacando a alta dependência de energia do leste asiático e dos países do Golfo. O texto também ressalta o custo de reparar infraestruturas energéticas e o efeito inflacionário que pode afetar políticas monetárias.

A OCDE enfatiza que, mesmo no cenário base, a desaceleração envolve inflação mais alta, aperto financeiro e menor confiança, capazes de frear o crescimento na Europa e na América do Norte. A organização alerta para efeitos sobre países em desenvolvimento importadores de commodities.

Panorama global

Para evitar previsões frascas diante do ambiente geopolítico, o relatório utiliza cenários alternativos e destaca a incerteza como componente central. O documento indica que o aumento da inflação pode pressionar juros e reduzir investimentos, com impacto sobre a atividade econômica mundial.

Segundo a OCDE, a IA enfrenta riscos adicionais em um ambiente de energia mais cara, o que eleva custos de operações e pode restringir o fornecimento de hardware crítico. A possível escassez de matérias-primas, como o helio, também é mencionada como fator limitante.

Destaque para a Espanha

No cenário de Espanha, houve alta de 0,1 ponto percentual na previsão de crescimento para 2026, chegando a 2,2%. Para 2027, o ritmo permanece em 1,7%. O governo espanhol celebra o desempenho entre as maiores economias da zona do euro, com destaque para demanda interna.

A OCDE ressalta que, apesar do impulso interno, o exterior pode não compensar o crescimento espanhol. A inflação prevista fica em 3,3% para 2026 e 2,9% para 2027, ainda acima da meta do BCE, mas abaixo da média do G-20 este ano.

Medidas fiscais e dívida

As medidas para reduzir o impacto da energia incluem descontos temporários, que devem mirar grupos vulneráveis e evitar benefício indiscriminado. A OCDE recomenda que a política fiscal preserve espaço para resposta a futuras crises e ao envelhecimento populacional.

Apesar dos gastos, a dívida pública espanhola deve seguir em queda, estimando-se 98,5% do PIB em 2026 e 97,3% em 2027. O desemprego deve recuar, após fechar o primeiro trimestre em 10,8%.

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