- Estudo da JLL com 207 operações e 4.746 unidades (mais 721 planejadas) aponta demanda de 1,53 milhão de m² para entretenimento baseado em localização física, que deixou de ser comodidade para se tornar categoria principal.
- Investidores passaram a usar esse setor para ocupar a vacância do varejo, com fluxo de visitantes já 12% acima dos níveis de 2019.
- Quase 80% das movimentações de entrada de operadores ocorreram em subúrbios, com maior formato de empreendimentos ganhando espaço.
- Espaços entre 2.323 e 4.645 m² são os mais procurados, com parques de trampolins e atrações infantis respondendo por grande parte da demanda; formatos menores, como escape rooms e entretenimento social, completam o quadro.
- No primeiro trimestre de 2026, transações somaram mais de US$ 15 bilhões, e há 16,5 milhões de pés quadrados em desenvolvimento (aproximadamente 1,53 milhão de m²), refletindo expansão sustentável do setor.
Os inquilinos do setor de entretenimento com base em presença física estão remodelando o varejo de forma relevante. Um estudo da JLL sobre inquilinos de entretenimento em 2026 aponta demanda expressiva por espaços de lazer, com 1,53 milhão de m² previstos para ocupação.
Segundo o levantamento, o fluxo de visitantes em 20 conceitos monitorados já recuperou a pandemia e ficou cerca de 12% acima de 2019. O comportamento revela preferência por atividades fora de casa, próximas a residências.
Essa tendência se traduz no mercado: a vacância elevada abriu espaço para espaços de médio a grande formato, e espaços menores de entretenimento social também devem crescer. A dinâmica favorece operadores com visitas recorrentes.
O que está acontecendo
A vacância de grandes lojas gerou oportunidades para operações de lazer em áreas entre 2.323 e 4.645 m², em regiões suburbanas com fácil acesso. Sky Zone, Urban Air e parques de trampolins já ocupam esse perfil de espaço.
Operadores de entretenimento com espaços menores, como escape rooms e ambientes de entretenimento social, devem responder por 30% das novas unidades planejadas. Esses formatos cabem em lojas-âncora antigas e centros comerciais.
O que isso significa para formatos e preços
Entre os formatos, parques e atrações infantis acumulam grande parte das inaugurações previstas, com quase metade de todas as unidades anunciadas. Enquanto isso, entretenimento social competitivo aparece como tendência adicional em shoppings abertos.
A geografia do investimento segue preços e acessibilidade: distritos centrais e shoppings Classe A concentram projetos mais caros, enquanto centros abertos e power centers ganham espaço via ingressos entre US$ 30 e US$ 60.
Impacto no mercado e perspectiva
O volume de transações do primeiro trimestre de 2026 ultrapassou US$ 15 bilhões, impulsionado por maior interesse de investidores institucionais em varejo. A oferta de 16,5 milhões de pés quadrados de desenvolvimento reforça a posição de lazer como motor de ocupação.
O estudo indica que famílias buscam opções de lazer próximas de casa, reduzindo o custo e a necessidade de deslocamento. Assim, o entretenimento baseado em localização física consolida-se como categoria principal de inquilinos.
Fonte: estudo de 2026 da JLL, com base em 207 operações no US e Canadá, mais 721 unidades planejadas. A reportagem reforça dados divulgados pela Forbes.
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