- A City & Guilds enfrenta possíveis ações legais e industriais após alegações de planos para reduzir cerca de 400 empregos no Reino Unido.
- O sindicato Unite afirma que a empresa tem” sidos injusta ao reter informações durante consultas de transferências e anunciar novas contratações quando deveria oferecer prioridade aos funcionários em risco de redundância.
- A disputa acontece após a venda da City & Guilds para a PeopleCert, anunciada no ano passado, que já está sob investigação da Charity Commission e internal investigations na PeopleCert.
- O sindicato prevê que as 75 demissões iniciais serão apenas a primeira onda, com a PeopleCert pretendendo, no total, reduzir cerca de um terço dos 1.300 funcionários no Reino Unido.
- A PeopleCert afirmou que não há planos de demissões compulsórias no Reino Unido e destacou que as consultas visam reduzir ou mitigar demissões por meio de outras medidas, com o processo ainda em andamento.
A City & Guilds enfrenta possível ação legal e industrial por planos de reduzir centenas de empregos no Reino Unido. A acusação, feita pela Unite, aponta que a organização tem sido “desonesta” ao apresentar mudanças de quadro de pessoal e que estaria atrasando informações cruciais durante consultas de transferências. Também acusa a empresa de anunciar novas contratações enquanto deveria oferecer prioridade aos trabalhadores em risco de redundância.
Segundo o sindicato, cerca de 75 demissões seriam o início de um segundo round, com a expectativa de que a PeopleCert reduza, no total, cerca de um terço de seus 1.300 funcionários no Reino Unido. A Unite afirma ainda que há inconsistência entre medidas previstas em apresentações a investidores e propostas atuais de ajuste de quadro.
A City & Guilds foi fundada em 1878 pelo City of London e por 16 companhias de fiação para desenvolver um sistema nacional de educação técnica. O negócio, que cobra taxas de credenciamento a empresas privadas de treinamento, mantém aproximadamente 60% de sua renda atrelada a fundos governamentais estáveis.
O grupo PeopleCert assumiu a City & Guilds no último outono, em uma operação controversa que levou a uma auditoria statutory pela Charity Commission em janeiro e a uma apuração interna pela própria PeopleCert. Investigações também investigam bônus milionários pagos a executivos após a venda.
Um representante regional da Unite afirmou que, sem avanços significativos da empresa, o conflito tende a se intensificar, inclusive com ações legais e sindicais. A PeopleCert informou que não há planos de redundâncias compulsórias no Reino Unido e que as propostas em consulta visam reduzir impactos por meio de medidas como ajuste de estrutura, sem decisões predefinidas.
A comunicação entre a Unite e a PeopleCert, evidenciada por carta accessível ao Guardian, sugere preocupações sobre alinhamento entre medidas anunciadas e propostas atuais. A empresa ressaltou que a consulta busca feedback, redução e mitigação de demissões, além de considerar alternativas, com o processo ainda em curso.
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