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Relatório apresenta argumentos sobre taxação do Brasil

Relatório dos EUA acusa Brasil de medidas “irrazoáveis e discriminatórias” que afetam o comércio, citando comércio digital, propriedade intelectual e etanol

U.S. President Donald Trump signs an executive order in the Oval Office of the White House in Washington, U.S., February 10, 2025. Reuters/Kevin Lamarque/Proibida reprodução
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  • Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) aponta ato­-s, políticas e práticas do Brasil como “irrazoáveis” ou “discriminatórias”, que podem encarecer ou restringir o comércio com os EUA.
  • Comércio digital e serviços de pagamento: tribunais brasileiros teriam emitido ordens secretas para remover conteúdos políticos e suspender perfis de residentes nos EUA, com multas e restrições de acesso a ativos e sistemas de pagamento no Brasil; em um caso, um site foi fechado.
  • Brasil é acusado de facilitar tratamento tarifário preferencial menos favorável a produtos de México e Índia, sob acordos comerciais parciais com esses países.
  • Combate à corrupção e propriedade intelectual: o relatório afirma que o Brasil não adota medidas suficientes contra suborno e corrupção, e não resolve problemas de demora no exame de patentes, especialmente biofarmacêuticas, além de não manter medidas antipirataria consistentes.
  • Acesso ao mercado de etanol: em dois mil e dezessete o Brasil interrompeu o tratamento tarifário equilibrado ao etanol e não teria oferecido reciprocidade às exportações norte‑americanas; desmatamento ilegal é destacado como persistente, mesmo com marco legal vigente.

O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) divulgou um relatório que lista atos, políticas e práticas do Brasil como irreezáveis ou discriminatórias. A análise justifica a possibilidade de tarifação de produtos brasileiros, alegando impacto negativo no comércio norte-americano.

O documento afirma que as medidas prejudicariam empresas, investimentos e exportações dos EUA, além de afetar serviços de pagamento eletrônico. O relatório abrange áreas como comércio digital, tarifas, propriedade intelectual, combate à corrupção, etanol e desmatamento ilegal.

Comércio digital e serviços de pagamento eletrônico

Tribunais brasileiros teriam emitido ordens secretas para remover conteúdos políticos de plataformas americanas e suspender perfis de residentes nos EUA, segundo o USTR. O documento aponta multas, restrições a ativos e até fechamento de sites como consequências.

Tarifas preferenciais injustas

O relatório sustenta que acordos com México e Índia, de alcance parcial, promovem tratamento tarifário preferencial mais baixo para produtos mexicanos e indianos. Alega que isso cria distorções competitivas para o Brasil.

Combate à corrupção

O USTR afirma que o Brasil não adota medidas suficientes para enfrentar suborno e corrupção. O relatório cita falhas na repressão a práticas ilícitas no âmbito público e privado.

Proteção da propriedade intelectual

Segundo o documento, leis penais e regulamentações aduaneiras não seriam suficientes para combater a falsificação. O texto também aponta demora excessiva na análise de pedidos de patente, inclusive de biofarma.

Acesso ao mercado de etanol

O relatório afirma que, em 2017, o Brasil deixou de manter um tratamento tarifário equilibrado para o etanol. Desde então, não haveria reciprocidade às exportações norte-americanas do combustível.

Desmatamento ilegal

O USTR reconhece um marco legal brasileiro, mas sustenta falhas na aplicação prática. O relatório afirma que o desmatamento ilegal persiste, mesmo com políticas de combate.

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