- O reajuste da ANS para planos individuais ficou em 5,11% para contratos firmados após janeiro de 1999.
- Hapvida tem 18% do portfólio em planos individuais, a maior fatia entre as empresas analisadas.
- Rede D’Or e SulAmérica têm exposição combinada entre 2% e 5% do portfólio, com provisionamento já feito nas carteiras antigas.
- O J.P. Morgan mantém recomendação neutra para Hapvida (HAPV3), enquanto vê a Rede D’Or (RDOR3) com overweight e preço-alvo de R$ 48; RDOR3 opera perto de R$ 34,47.
- O impacto direto é considerado menor para prestadores hospitalares; o efeito tende a aparecer mais no segundo semestre, devido ao recorte por mês de aniversário dos contratos.
A Hapvida é apontada pelo J.P. Morgan como a operadora mais vulnerável ao teto de reajuste da ANS para planos individuais, fixado em 5,11% para contratos firmados após janeiro de 1999. A Rede D’Or surge como a mais protegida, com exposição menor do que 5% do portfólio.
A análise, divulgada na sexta-feira (29), considera que cerca de 18% do portfólio da Hapvida está nessa modalidade, a maior fatia entre as empresas analisadas pelo banco. A recomendação do J.P. Morgan para HAPV3 permanece neutra, com preço-alvo de R$ 12,48.
A isto se soma a confirmação de que a Rede D’Or (RDOR3) e a SulAmérica mantêm exposição combinada entre 2% e 5% do portfólio, com provisionamento já constituído em carteiras antigas. O relatório indica impacto direto “negligenciável” para essas operadoras.
Cenário por operadora
Para a Hapvida, a queda de produtividade de contratos individuais, aliada à rotação de clientes, tende a suavizar o efeito do reajuste. As ações da empresa sofrem queda relevante: -17% no ano e -71% em 12 meses.
A Rede D’Or, por sua vez, registra recuo de 17% no ano e 10% em 12 meses. O banco mantém recomendação de compra para RDOR3, com preço-alvo de R$ 48, frente a cota atual de cerca de R$ 34,47.
A SulAmérica e a Bradsaúde aparecem com exposição residual similar, sem recomendação formal do banco para Saud3. Ainda assim, SAUD3 acumula valorização de 19% no ano e 22,5% em 12 meses.
Implicações do reajuste e calendário
O reajuste de 5,11% ficou aquém das estimativas de 7,2% projetadas pelo J.P. Morgan, sendo o menor desde 2000, quando foi de 5,42%. Em 2021 houve redução de 8,19% por causa da pandemia.
O banco ressalta que o ambiente favorece operações com sinistralidade baixa, pressionando a relação entre mensalidades e gastos com serviços. O efeito real depende da manutenção da exposição das carteiras a planos com aniversários diferentes.
Prestadores hospitalares não devem sentir o impacto direto do teto no curto prazo, segundo a análise, já que negociações de preços entre operadoras e hospitais seguem dinâmica própria de repasse inflacionário.
Observações finais do período de cobrança
O reajuste pode começar a valer no mês de aniversário de cada contrato. Planos com aniversário em maio ou junho começam a vigorar em julho ou agosto, com retroatividade ao mês de início. O efeito financeiro tende a aparecer mais nitidamente no segundo semestre.
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