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Febre pela proteína testa limites da indústria e alimentícia e esgota whey

Alta histórica da proteína de soro esgota estoques e força reformulações em alimentos, elevando preços e pressionando fornecedores e varejistas

Cadeia de suprimentos de soro de leite que tem dificuldade para acompanhar a demanda global por produtos proteicos
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  • A demanda global por proteína aumenta, causando escassez de whey e elevação de preços, o que força fabricantes a suspender produção ou reformular produtos com proteínas alternativas.
  • Em maio, a HelloAmino, do Canadá, ficou sem whey, precisou buscar fornecedor fora dos EUA e enfrenta custo 50% maior, além de produtos assados ficarem ressecados com o novo processamento.
  • Ofertas de concentrado de whey com alto teor de proteína subiram mais de 40% nos últimos dois meses, e alguns fornecedores já esgotaram estoque para o ano.
  • Empresas estudam alternativas, como concentrado de proteína do leite e proteínas de origem vegetal (soja e ervilha), mas substituições não são diretas e apresentam questões sensoriais.
  • Algumas companhias já reduzem dependência do whey e promovem itens como creatina, colágeno e proteína vegetal; espera-se subida de preços em produtos enriquecidos nos próximos 12 a 18 meses.

O consumo recorde de whey protein pressiona a indústria de alimentos. Grandes empresas inserem proteína em salgadinhos, waffles e até cafés, elevando a demanda global. Com estoques em baixa, preços sobem e fabricantes desligam linhas ou buscam alternativas.

A HelloAmino, empresa canadense de panificação, informou no início de maio que o estoque de whey havia acabado. A fundadora Aelie Swift busca novo fornecedor, o que pode significar importação a custo 50% maior e nova alta prevista.

O repasse de custos acontece em meio à escassez: alguns fornecedores já esgotaram o estoque anual. Concentrado de whey com alto teor de proteína subiu mais de 40% nos últimos dois meses, pressionando margens de fabricantes de snacks, bebidas e doces.

Novas receitas

Frente ao cenário, empresas estudam substitutos, incluindo concentrado de proteína do leite e proteínas de origem vegetal, como soja e ervilha. O concentrado de leite é mais barato, porém não reproduce exatamente o efeito do whey.

Caso a alta persista, alguns players podem ajustar formulações de produtos populares, adicionando mix de proteínas como ervilha, arroz e sementes. A substituição parcial tende a exigir adaptações de sabor e textura.

Mercados já observam ajuste de estratégias: varejistas e fabricantes priorizam garantias de fornecimento, mesmo diante de preços elevados. Analistas apontam que o impacto nos preços ao consumidor pode levar meses para se materializar.

A indústria afirma que a proteína de soro continua a ser peça central de produtos proteicos, mas admite maior uso de alternativas para manter linhas em funcionamento diante da demanda elevada e da oferta restrita.

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